Özil deixa seleção alemã e diz sofrer racismo por origem turca

Jogador do Arsenal foi criticado em seu país por ter tirado foto com o presidente da Turquia

Özil se encontrou com o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, em maio, e sofreu críticas na Alemanha
Özil se encontrou com o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, em maio, e sofreu críticas na Alemanha - Kayhan Ozer - 13.mai.2018/Governo da Turquia/Reuters
São Paulo | UOL

Em três longos comunicados divulgados em suas redes sociais neste domingo (22), o meio-campista Mesut Özil, 29 anos, anunciou que não vai mais jogar pela seleção da Alemanha.

Às vésperas da disputa da Copa do Mundo da Rússia, o jogador do Arsenal se tornou alvo de críticas de torcedores, jornalistas e até do presidente da federação de futebol do país, Reinhard Grindel, ao posar para fotos com o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan.

A imagem foi interpretada como um apoio explícito de ambos à campanha pela reeleição do presidente turco, que mantém uma relação de tensão com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

"Com dor no coração e depois de muito considerar os eventos recentes, não vou mais jogar pela Alemanha em nível internacional ao passo que possuo este sentimento de racismo e desrespeito", afirmou.

Özil ainda afirmou que negar o encontro com Erdogan seria uma "falta de respeito" com as raízes turcas de sua família. Além disso, o jogador disse que não se arrepende e que tiraria novamente uma foto com Erdogan no futuro.

"Para mim, tirar uma foto com o presidente Erdogan não tem nada a ver com política ou com eleições, mas com o respeito para o cargo máximo do país da minha família", explicou o jogador.

Özil defendia a seleção alemã desde 2009, com 92 partidas disputadas e 23 gols marcados.

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