Liga dos Campeões é oásis para pequenas equipes do continente europeu

Por jogar fase de grupos, clubes nanicos ganham mais que brasileiros campeões

O Young Boys, da Suíça, fará sua estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões e embolsará 15 milhões de euros só pela participação
O Young Boys, da Suíça, fará sua estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões e embolsará 15 milhões de euros só pela participação - Anthony Anex/Keystone via Associated Press
Alberto Nogueira Bruno Rodrigues
São Paulo

A Uefa definirá no sorteio desta quinta-feira (30), às 13h, com transmissão no site da entidade, a divisão dos grupos que irão compor a edição 2018/2019 da Liga dos Campeões, a mais rica da história do torneio.

Será distribuído pela Uefa 1,95 bilhão de euros (cerca de R$ 9,5 bilhões) em premiações aos clubes a partir da fase de grupos, que se inicia em setembro com os 32 classificados depois que foram confirmadas todas as equipes nesta quarta-feira (29).

Dinheiro importante para alimentar os cofres das potências que disputam o título, mas principalmente para os nanicos do continente, que só pela participação neste estágio receberão 15,25 milhões de euros (aproximadamente R$ 73,3 milhões).

Campeão tcheco na última temporada, o Viktoria Plzen entrou direto na fase de grupos. Seu elenco, segundo o site Transfermarkt, está avaliado em 30,5 milhões de euros (R$ 125,49 milhões). Ou seja, só o fato de disputar a Liga dos Campeões renderá ao clube metade do valor da equipe.

A Uefa também estabelece valores para vitórias e empates. No primeiro caso, a equipe vencedora fatura 2,7 milhões de euros (cerca de R$ 13 milhões), enquanto no caso dos empates, cada time fica com 900 mil euros (aproximadamente R$ 4,3 milhões).

O exemplo do Viktoria Plzen serve para ilustrar a disparidade entre o dinheiro que circula no principal torneio de clubes do mundo em comparação com as melhores premiações da América do Sul.

No Brasil, se um mesmo clube conquista os títulos do Brasileiro, da Copa do Brasil e da Libertadores, soma uma quantia de aproximadamente R$ 122 milhões.

A Copa do Brasil atualmente é a competição mais interessante do ponto de vista financeiro, rendendo pouco mais de R$ 60 milhões ao clube que se sagrar campeão.

O Brasileiro, principal campeonato do país, pagou R$ 18 milhões para o Corinthians, campeão no ano passado. O valor para 2018 deve ser algo próximo, a ser definido entre setembro e outubro.

Estreante na Liga dos Campeões, o Young Boys (SUI) receberá os 15,25 milhões de euros pela fase de grupos.

No câmbio atual, o valor, que chega a R$ 73,3 milhões, é maior que aquele pago à equipe que enfrentou uma série de fases eliminatórias para ser campeã da Copa do Brasil.

O rendimento financeiro desses clubes na Liga dos Campeões, mesmo que não se classifiquem, pode se aproximar ou até superar os ganhos com premiação do time mais vitorioso do Brasil no ano. 

Isto é, uma equipe que vencer apenas um jogo dos seis da fase de grupos arrecadará algo em torno de 18 milhões de euros (cerca de R$ 86,5 milhões).

No próprio continente, porém, esses ganhos representam muito pouco na hora de enfrentar os gigantes europeus na Liga dos Campeões.

O Real Madrid (ESP), último campeão do torneio, tem elenco avaliado em 980,5 milhões de euros (valor próximo a R$ 4,7 bilhões, 32 vezes maior que o do Viktoria Plzen).

Sem ter como competir no campo, resta a esses modestos clubes o consolo financeiro. Se o título é um sonho quase impossível, ao menos para os cofres, a competição é uma realidade muito bem-vinda.

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