Em vitória de patrocinadora, Palmeiras amplia mandato de presidentes

Sócios aprovam medida que aumenta para três anos tempo de gestão no clube

Mauricio Galiotte, presidente do Palmeiras, na sede social do Clube em Perdizes
Mauricio Galiotte, presidente do Palmeiras, na sede social do clube - Diego Padgurschi /Folhapress
Eduardo Geraque
São Paulo

A assembleia geral dos sócios do Palmeiras ratificou neste sábado (4) a mudança no estatuto do clube que havia sido aprovada em maio pelos conselheiros.

Com a decisão, os próximos presidentes terão um mandato de três anos, não mais de dois, como é atualmente. 

As próximas eleições no Palmeiras são no fim do ano, e o atual presidente, Maurício Galiotte, que era favorável às mudanças, deve concorrer.

O resultado deste sábado (4) também favorece as ambições políticas da empresária e conselheira Leila Pereira, dona da Crefisa, atual patrocinadora do time alviverde.

Leila, que tem vontade de ser presidente da agremiação, como revelou à Folha em 2017, poderá, então, concorrer ao cargo no futuro.

Sem a mudança aprovada agora, como o mandato de conselheiro é de quatro anos, a empresária só poderia concorrer no final de 2022.

Mas com a vitória na assembleia dos sócios, Leila poderá concorrer em 2021, desde que seja reeleita conselheira em fevereiro do mesmo ano. O objetivo é suceder Galiotte, seu aliado político.

Participaram da votação, realizada das 10h às 19h, 2.152 sócios do clube. Votaram pelo sim, ou seja, a favor da ampliação do mandato do presidente, 1.383 pessoas. Outras 753 votaram pelo não. Mais 16 eleitores se abstiveram.

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