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Eleição de melhor do mundo exclui Messi e reforça peso da Liga dos Campeões

Argentino fica fora pela 1ª vez em 11 anos; Cristiano Ronaldo disputará com Modric e Salah

Bruno Rodrigues
São Paulo

Pela primeira vez em 11 anos, o pódio que reúne os melhores jogadores de futebol do mundo não contará com Lionel Messi.

Nesta segunda (3), a Fifa divulgou os finalistas que concorrerão ao prêmio The Best. Além de Cristiano Ronaldo, que tem os mesmos cinco prêmios do argentino e busca se isolar no topo, estão na briga o croata Luka Modric e o egípcio Mohamed Salah.

Desde 2007, quando figurou entre os três melhores pela primeira vez, Messi nunca havia ficado em terceiro. Ganhou ou ficou em segundo. Só Kaká e Cristiano Ronaldo foram capazes de superá-lo.

Nas últimas temporadas, porém, o camisa 10 do Barcelona (ESP) assistiu ao português faturar dois prêmios consecutivos e ser favorito ao terceiro, muito em função do tricampeonato consecutivo do Real Madrid (ESP) na Liga dos Campeões.

Messi com a mão no queixo durante jogo do Campeonato Espanhol
Messi durante jogo do Campeonato Espanhol - Benjamin Cremel - 25.ago.18/AFP

O mesmo torneio foi decisivo para que Messi fosse eleito o melhor do mundo em 2015, na última oportunidade em que ele e o Barcelona conquistaram o título.

Agora capitão do clube catalão, Lionel Messi sabe que o objetivo da instituição é voltar a levantar a taça europeia. Em seu primeiro discurso com a braçadeira, no torneio amistoso Joan Gamper, falou diretamente aos torcedores do Barcelona que o time faria de tudo para trazer o troféu de volta à Catalunha.

A importância de uma boa campanha no torneio europeu para o sucesso em prêmios individuais é reforçada pelo fato de os três finalistas da atual edição do The Best terem disputado a última decisão, realizada em 26 de maio.

Messi teve desempenho individual parecido com os de Cristiano Ronaldo e Salah, conquistou o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei, mas pela terceira vez seguida o Barcelona parou nas quartas de final da Liga dos Campeões, desta vez eliminado pela Roma.

Luka Modric foi companheiro do português no título do Real Madrid. A dupla ajudou a equipe espanhola a vencer o Liverpool, cuja estrela é Salah.

O egípcio foi a sensação da última temporada do futebol inglês e artilheiro do campeonato, além de marcar dez gols na Liga dos Campeões.

O desempenho pelos clubes, em especial no torneio europeu, hoje é até mais determinante para a eleição do que o título da Copa do Mundo.

O atacante francês Antoine Griezmann, do Atlético de Madri, foi campeão da Liga Europa com seu clube, campeão mundial com a França e eleito o melhor jogador da final, que terminou com vitória por 4 a 2 dos franceses sobre a Croácia, de Modric.

Uma lista impressionante de feitos individuais e coletivos, mas não o suficiente para colocar Griezmann, nem qualquer outro francês, no topo.

A Copa do Mundo tinha peso maior em outros anos. Em 2006, foi emblemática a escolha do zagueiro italiano Fabio Cannavaro como o melhor jogador do mundo pela Fifa.

Cannavaro não fora campeão da Liga dos Campeões anterior ao Mundial (vencida pelo Barcelona) e não havia feito uma temporada fora de série pelo Real Madrid.

Mas pesou de forma decisiva o título com a Itália, cuja taça foi levantada justamente pelo zagueiro na Alemanha.

A ausência de franceses escancara o peso menor que é atribuído atualmente à Copa do Mundo para a eleição do melhor jogador.

Em 2010 e 2014, apesar de os vencedores do prêmio não terem conquistado a Copa (Messi em 2010 e Cristiano Ronaldo em 2014), havia pelo menos um representante do país que levou o título. No ano do Mundial da África do Sul, Iniesta e Xavi, campeões com a Espanha, ficaram em segundo e terceiro, respectivamente.

Na premiação de 2014, ano da Copa do Mundo do Brasil, Messi ficou em segundo, e Manuel Neuer, campeão mundial com a Alemanha, em terceiro.

Na edição deste ano, pela primeira vez desde o início do prêmio, em 1991, não há um atleta de países que já foram campeões mundiais entre os três melhores. Portugal, Croácia e Egito são as nações representadas.

O brasileiro Neymar não ficou nem entre os 10 indicados na lista anunciada em julho pela Fifa, logo após a Copa do Mundo da Rússia.

Maior vencedora, Marta concorre com norueguesa e alemã

Vencedora de todas as edições de 2006 a 2010, a brasileira Marta concorrerá ao prêmio de melhor jogadora de futebol do mundo pela 14ª vez.

A camisa 10 da seleção brasileira marcou 13 gols e deu seis assistências pelo Orlando Pride na liga dos EUA, ajudando a equipe a chegar aos playoffs.

Nomeada para o time ideal do torneio, Marta também conquistou neste ano a Copa América com a seleção, levando o Brasil ao título que garantiu vaga no Mundial de 2019 e na Olimpíada de Tóquio-2020.

Na disputa, a brasileira terá a concorrência da norueguesa Ada Hegerberg e da alemã Dzsenifer Marozsan.
Zidane (ex-Real Madrid), Deschamps (França) e Dalic (Croácia) concorrem ao prêmio de melhor treinador.

O belga Courtois (Real Madrid), o francês Lloris (Tottenham) e o dinamarquês Schmeichel (Leicester)disputam a posição de melhor goleiro.

Os vencedores serão anunciados em 24 de setembro, em cerimônia em Londres.

Confira os prêmios que serão entregues:

- Melhor jogador: Cristiano Ronaldo, Luka Modric, Mohamed Salah;

- Melhor jogadora: Marta, Ada Hegerberg, Dzsenifer Marozsán;

- Melhor técnico do futebol masculino: Zlatko Dalic, Didier Deschamps, Zinedine Zidane;

- Melhor técnico(a) do futebol feminino: Reynald Pedros, Asako Takakura, Sarina Wiegman;

- Melhor goleiro: Thibaut Courtois, Hugo Lloris, Kasper  Schmeichel

 
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