Presidido por Lipe, Vôlei Ribeirão enfrenta time de Lipe em estreia na elite

Campeão olímpico em 2016 acumula funções de ponteiro do Sesi-SP e dirigente de time novato

Daniel E. de Castro Luiz Cosenzo
São Paulo

A temporada 2018/19 da Superliga masculina de vôlei terá já na sua primeira rodada um confronto curioso. De um lado, o Vôlei Ribeirão, presidido por Luiz Felipe Fonteles. Do outro, o Sesi-SP, clube em que atua Lipe, campeão olímpico em 2016.

Lipe, 34, é o apelido de Luiz Felipe Fonteles, que acumula as funções de jogador da equipe da capital, atual vice-campeã do torneio, e dirigente do time de Ribeirão Preto (SP), recém-promovido à primeira divisão.

A partida desta sexta (24), que marca a estreia das equipes na atual edição da Superliga, está marcada para as 21h, no interior paulista (com transmissão do SporTV 2). O grande personagem do confronto, no entanto, não estará em ação.

Assim como outros jogadores do Sesi que defenderam a seleção brasileira no vice-campeonato mundial obtido em setembro, na Itália, Lipe será poupado nesta sexta.

Lipe, ponteiro do Sesi, cumprimenta a mascote do Vôlei Ribeirão em jogo de 2017
Lipe, ponteiro do Sesi, com a mascote do Vôlei Ribeirão em jogo de 2017 - Rafael Scandaroli Gonçalves/Vôlei Ribeirão

Após retornarem do torneio de seleções, ele, o central Éder, o levantador William e o ponteiro Lucas Loh participaram das finais do Campeonato Paulista e da Supercopa, esta no último sábado (20). Por isso, receberam da comissão técnica uma semana de folga.

Adiado para janeiro de 2019, quando se iniciará o returno da Superliga, o confronto entre o Lipe presidente e o Lipe jogador não seria inédito. Já aconteceu no Campeonato Paulista do ano passado e também em um jogo amistoso. Seria, porém, o primeiro no principal torneio nacional.

Este é o ano de estreia do time de Ribeirão Preto na elite do vôlei. O projeto saiu do papel na metade de 2017, com o objetivo imediato de conseguir vaga na primeira divisão.

Para esta temporada, os planos são mais modestos. Segundo o técnico Marcos Pacheco, o primeiro objetivo é ficar entre os dez melhores da liga e evitar o rebaixamento. Depois, quem sabe se posicionar entre os oito e almejar uma vaga nos playoffs.

Sobre a influência de Lipe na equipe, Pacheco diz que os papéis do técnico e do presidente são bem estabelecidos. “Eu não mexo com a parte financeira, assim como o Lipe não mexe com a parte técnica”.

Ele reconhece, porém, que a dupla função do atleta na Superliga é uma situação inusitada. “Eu não me lembro de uma situação similar a essa, mas a gente lida muito bem. Ele é atleta do Sesi e vai lutar pelas cores do Sesi. Conversamos sobre isso e cada um sabe da sua responsabilidade”.

Sobre ter o presidente atuando sob seu comando, Pacheco afirma que, por limitações financeiras, esse é um plano apenas para o futuro.

“O Vôlei Ribeirão hoje não tem esse aporte financeiro para contar com ele. O projeto não suporta o valor que ele merece e vale. Eu gostaria muito de ter, mas infelizmente nossa realidade financeira não consegue”, explica.

A Folha procurou Lipe para comentar o assunto, mas a assessoria de imprensa do Sesi informou que, por estar de folga, ele não poderia atender à reportagem nesta semana.

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