Descrição de chapéu Campeonato Brasileiro

Com décimo título, Palmeiras rico amplia hegemonia no Brasileiro

É o terceiro troféu conquistado pela equipe desde 2015, quando iniciou parceria com a Crefisa

Deyverson comemora seu gol na partida contra o Vasco abraçando Felipão
Deyverson comemora seu gol na partida contra o Vasco abraçando Felipão - Silvia Izquierdo/Associated Press
 
Luiz Cosenzo Sérgio Rangel
São Paulo e Rio

O Palmeiras conquistou o seu décimo título brasileiro neste domingo (25). A equipe sagrou-se campeã após vencer o Vasco por 1 a 0, pela 37ª rodada do Brasileiro. O único gol do jogo foi marcado pelo atacante Deyverson, no segundo tempo. 

Assim, o time alviverde não pode ser mais alcançado pelo Flamengo, vice-líder, que venceu o Cruzeiro por 2 a 0, no Mineirão. Faltando apenas um jogo para terminar a competição, o clube paulista tem cinco pontos a mais que o adversário (77 a 72). 

O Palmeiras receberá o troféu no próximo domingo (2), quando enfrenta o Vitória, às 17h, no Allianz Parque. 

A taça é a segunda do Palmeiras com a fórmula de pontos corridos do Brasileiro —ganhou em 2016— e se soma a dois títulos da Taça Brasil (1960 e 1967), dois do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969) e quatro outros Brasileiros (1972, 1973, 1993 e 1994). Em 2010, a CBF unificou as conquistas dos torneios nacionais realizados na década de 1960 com as do Campeonato Brasileiro, batizado assim a partir de 1971.


Com o troféu, a equipe alviverde amplia sua vantagem sobre o Santos, que tem oito.

A conquista do título brasileiro de 2018 era algo improvável há quatro meses, quando o time perdeu para o Fluminense por 1 a 0 e viu sua distância para o até então líder Flamengo aumentar para oito pontos.

Na oportunidade, a diretoria demitiu Roger Machado e foi buscar Luiz Felipe Scolari, especialista em torneios mata-mata, para tentar salvar a temporada com a conquista da Copa do Brasil e Copa Libertadores, que era a grande obsessão. Com ele, o time parou na semifinal nas duas competições.

Felipão colocou o Palmeiras na liderança 56 dias após fazer sua estreia pela equipe alviverde, contra o América-MG. Ele assumiu a ponta na 27ª rodada e não perdeu mais.

No total, o treinador obteve 51 dos 63 pontos disputados na competição. O aproveitamento do treinador no Brasileiro é de 80,9%.

“Não sou ultrapassado. Não sou o melhor, não sou o pior, eu sou um bom técnico, tenho métodos iguais aos outros. Desde que estou no Palmeiras ninguém assiste meus treinamentos. Mas eu fico ouvindo [críticas]e deixo falar. A gente tinha que ganhar alguma coisa. Tivemos três chances para ganhar e ganhamos só essa hoje. Eu falei para eles [jogadores]: ‘Preparem-se porque a exigência será maior’, disse o treinador após a conquista. 

 

A equipe chegou à primeira colocação contando também com tropeços de Flamengo, São Paulo e Internacional, três dos sete times que foram líderes do torneio —recorde desde 2003, quando o Brasileiro passou a ser disputado por 20 clubes e nos pontos corridos.
 

A vitória diante do Vasco também fez o clube paulista completar 22 jogos de invencibilidade e aumentar ainda mais o recorde nos pontos corridos. Até então, a melhor marca era do Corinthians, que ficou 19 partidas sem perder na temporada passada. 

O troféu conquistado neste domingo é o terceiro do clube no Allianz Parque desde 2014, quando o estádio foi reinaugurado. Antes, havia conquistado a Copa do Brasil de 2015 e o Nacional de 2016.

Os troféus coincidem com a chegada da Crefisa, que investe mais de R$ 80 milhões por ano no Palmeiras, o que possibilita a montagem de um elenco forte e com peças de reposição, coisas fundamentais para a conquista do título.

Durante o Brasileiro, Felipão alterou muito o time de um jogo para outro. Neste domingo (25), ele mexeu em duas posições em relação ao time que venceu o América-MG na última quarta-feira. 

Desta vez, colocou o volante Felipe Melo e o lateral esquerdo Diogo Barbosa nos lugares de Thiago Santos e Victor Luís, respectivamente.

O time, porém, não demonstrou o mesmo ímpeto do jogo anterior. Não marcava fazendo pressão e ainda contava com Lucas Lima sem inspiração no setor de armação.

Assim, só criou uma chance na etapa inicial, em um chute de Bruno Henrique que passou perto do gol do goleiro vascaíno Fernando Miguel.

Já o Vasco foi melhor. O clube carioca explorava as costas justamente de Diogo Barbosa e criou oportunidades. Na melhor delas, Weverton defendeu finalização de Andrey.

 Com o Flamengo vencendo o Cruzeiro, o que adiava a definição do título para a última rodada, o Palmeiras voltou marcando mais avançado na etapa complementar. Com isso, melhorou e passou a rondar a área adversária, mas insistia nas jogadas aéreas.

 

Felipão fez duas alterações. Tirou Borja e Lucas Lima para as entradas do atacante Deyverson e Gustavo Scarpa. 

Melhor em campo, o Palmeiras chegou ao gol com a participação de Dudu, o destaque da equipe na competição. Aos 29 minutos, o camisa sete enfiou para Willian, que se esticou todo e conseguiu tocar para Deyverson completar para a rede e marcar o gol do triunfo palmeirense.

Foi a 31ª participação dele nos 61 gols marcados pelo clube no torneio. Ele marcou sete vezes e deu 12 assistências diretas —último passe antes do gol— e 12 indiretas —penúltimo passe. 

“Agora posso falar, terminou o campeonato: eu escolheria o Dudu sim como o melhor do campeonato. Por tudo. Não sei quais são os critérios, mas eu escolheria pelo que ele representou no Brasileiro para o Palmeiras”, afirmou Scolari.

O atacante pode deixar o clube. Neste ano, recebeu duas propostas para se transferir para o Shandong Luneng, da China. A última, em julho, foi de R$ 54 milhões.

“Quando o time é campeão surge algumas coisas. Tenho contrato com o Palmeiras e ainda tem o último jogo para jogar contra o Vitória”, disse Dudu, que tem contrato com a equipe até 2022. 

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