Bicampeonato de Medina coroa domínio brasileiro no surfe

País liderou em representantes no Mundial de surfe e colocou 3 atletas entre os 4 primeiros

Gabriel Medina em Pipeline, no Havaí, onde foi campeão mundial duas vezes
Gabriel Medina em Pipeline, no Havaí, onde foi campeão mundial duas vezes - Divulgação/World Surf League
São Paulo

​A conquista do bicampeonato de Gabriel Medina, 24, no Mundial de surfe coroa uma temporada histórica para os brasileiros e ratifica o país como principal força na modalidade. Nesta segunda-feira (17), ele sagrou-se campeão após avançar à final na etapa disputada em Pipeline, no Havaí.

Com 11 dos 34 atletas que tiveram lugar fixo na primeira divisão em 2018, pela primeira vez o Brasil foi o país mais representado, acima das maiores potências da modalidade: Austrália (oito) e EUA (seis).

O domínio se refletiu em resultados, e três surfistas brasileiros acabaram o ano entre os quatro primeiros colocados. Além do campeão, o país teve Filipe Toledo, 23, em terceiro lugar, e Italo Ferreira, 24, na quarta posição. Apenas o australiano Julian Wilson, 30, interrompeu a sequência nacional, com o vice-campeonato.

O resultado é tão expressivo quanto o de 2015, quando Adriano de Souza, o Mineirinho, foi o vencedor. Medina acabou em terceiro, e Toledo, em quarto. Naquele ano, eram sete brasileiros fixos na elite.

Além disso, com a vitória de Medina na etapa de Pipeline –a primeira da sua carreira– o Brasil fechou a temporada com 9 vitórias em 11 etapas. As outras duas foram vencidas por Wilson. ​

Ferreira chegou a liderar o ranking no início desta temporada. Depois, ele foi sucedido por Toledo, ultrapassado por Medina após a nona etapa, realizada na França.

Com os três ainda abaixo dos 25 anos —o bicampeão chegará a essa idade no sábado (22)—, o surfe mundial pode ver o domínio da “Brazilian Storm” (tempestade brasileira, como ficou conhecida essa geração de atletas) se estender por várias temporadas.

A modalidade fará sua estreia olímpica nos Jogos de Tóquio-2020, com boas chances de medalha para o Brasil.

A média de idade dos brasileiros no primeiro escalão é de 25,8 anos, enquanto a média do circuito mundial é dois anos mais envelhecida (27,8).

O primeiro atleta do país a obter bons resultados na última década foi Mineirinho, 31, que abriu portas para os mais jovens. Antes do título em 2015, ele, que está na elite desde 2006, havia ficado na quinta colocação três vezes (2009, 2011 e 2012).

Já nas últimas duas temporadas, só Medina terminou no grupo dos cinco melhores colocados entre os brasileiros.

O título nesta segunda-feira interrompe a sequência do bicampeão' havaiano John John Florence, 26, considerado o maior rival do brasileiro na atualidade, mas que neste ano teve uma lesão no joelho e abandonou a temporada.

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