Nadal e Djokovic voltam à final na Austrália sete anos após jogo de cinco horas

Dupla decidirá o Australian Open, assim como em 2012, quando sérvio foi campeão

Sérvio e espanhol se cumprimentam após a final de 2012 do Aberto da Austrália
Sérvio e espanhol se cumprimentam após a final de 2012 do Aberto da Austrália - Paul Crock/AFP
São Paulo

Respectivamente números 1 e 2 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, 31, e o espanhol Rafael Nadal, 32, confirmaram o domínio que exercem no tênis atual na Austrália. Os dois se enfrentarão na final do Grand Slam na manhã do próximo domingo (27).

O reencontro entre os tenistas acontece sete anos depois de eles protagonizarem uma final memorável em Melbourne.

Na decisão do Australian Open de 2012, Djokovic, na época também líder do ranking, e Nadal, então segundo colocado, jogaram por cinco horas e 53 minutos para definir o campeão do Grand Slam.

O tenista sérvio levou a melhor e conquistou o terceiro de seus seis títulos em Melbourne com parciais de 5/7, 6/4, 6/2, 6/7 (5) e 7/5. Foi a única partida disputada entre os dois no Aberto da Austrália.

A última vez em que Djokovic e Nadal protagonizaram uma final de Grand Slam foi há quase cinco anos, em Roland Garros. Daquela vez, a situação dos tenistas era oposta à atual. O líder do ranking mundial em 2014 era o espanhol, que bateu o sérvio, número 2 do mundo na época, por 3 sets a 1 para conquistar seu nono título no saibro de Paris --hoje ele tem 11.

Em 2019, porém, o favoritismo é do sérvio, que detém ampla vantagem contra o espanhol em partidas disputadas em piso duro, 18 vitórias contra 7. Levando em conta todos os jogos entre os dois, o equilíbrio é maior, mas, ainda assim, Djokovic tem ligeira vantagem, com 27 vitórias a 25 do espanhol.

No último confronto entre eles, de novo, o sérvio levou a melhor, mas só conseguiu a vitória após uma longa batalha. No ano passado, nas semifinais de Wimbledon, Djokovic venceu Nadal por 3 sets a 2, com parciais de 6/4, 3/6, 7/6 (9), 3/6 e 10/8, em partida de cinco horas e 15 minutos.

Mas não é só o retrospecto que conta a favor do líder do ranking, que busca seu sétimo título em Melbourne.

Na manhã desta sexta-feira (25), ele fez uma partida impecável na semifinal contra o francês Lucas Pouille (31º do mundo), vencendo por 3 sets a 0, com parciais de 6/0, 6/2 e 6/2, em jogo com uma hora e 23 minutos de duração.

"Com certeza, foi uma das melhores partidas que fiz nesta quadra. Tudo funcionou como eu tinha imaginado antes da partida. É duro para Lucas, mas ele fez um grande torneio e desejo o melhor para ele no resto da temporada", disse o sérvio, sem falsa modéstia, na entrevista pós-jogo.

A performance soou como uma resposta a Nadal, que um dia antes também avançou para a final do Australian Open, perdendo só seis games na semifinal contra o grego Stefanos Tsitsipas, 20, número 15 do mundo e algoz do suíço Roger Federer, atual campeão do Grand Slam australiano.

Em uma hora e 46 minutos de jogo, o experiente tenista espanhol não deu chances para a principal surpresa do torneio e venceu por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 6/4 e 6/0, se credenciando para disputar sua quinta final de Australian Open --tem apenas um título, conquistado em 2009.

"Venho jogando bem desde o início do torneio. Toda a partida, mais ou menos, acho que venho conseguindo fazer várias coisas bem. Hoje [quinta], foi a mesma coisa", disse o espanhol após a semifinal, também sem modéstia.

Neste sábado (26), às 6h30 (de Brasília), a japonesa Naomi Osaka (4ª do mundo) e a tcheca Petra Kvitova (6ª) entram em quadra para disputar a final feminina do Australian Open. A vencedora será a nova líder do ranking mundial.

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