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Após tratamento no Brasil e Carnaval, Neymar segue cartilha do PSG

Atacante esteve internado em clínica no Qatar, país dos donos do clube francês

Lesionado, Neymar aproveitou o Carnaval na Sapucaí, no Rio
Lesionado, Neymar aproveitou o Carnaval na Sapucaí, no Rio - Mauro Pimentel - 4.mar.19/AFP
Diego Garcia
São Paulo

Pouco mais de um ano depois de seguir o tratamento orientado pela CBF antes da Copa do Mundo, que incluiu uma cirurgia e recuperação no Brasil, Neymar faz agora o que o PSG indicou para se recuperar da lesão no pé direito, de fevereiro.

Na última quinta (7), o atacante desembarcou no Aspetar, em Doha, no Qatar, onde passou três dias.  A escolha do local foi uma decisão do PSG, clube que foi comprado por um fundo de investimentos do Qatar.

A CBF, que no ano passado participou da escolha pela recuperação do jogador, não se opôs à escolha do atacante. Entende que neste momento não há uma urgência para ter o atacante na equipe de Tite.

 

No ano passado, quando teve lesão no quinto metatarso do pé direito, em fevereiro, Neymar e a CBF quiseram trazer o jogador para o Brasil para ficar sob observação dos médicos da entidade e do próprio atleta. Na ocasião, o foco era a disputa da Copa do Mundo.

Em 2019, a lesão foi em janeiro, não em fevereiro como em 2018. O principal objetivo do atleta nesta temporada era a recuperação para as finais da Liga dos Campeões da Europa. O clube, porém, foi eliminado nas oitavas. Neymar seguirá o plano previsto pela equipe para tentar retornar ainda nesta temporada. A estimativa do clube é que ele volte a jogar em abril.

Em nota, o PSG informou que o tratamento no Qatar “estava previsto no protocolo inicial” de recuperação do jogador. Ele aconteceu dias após Neymar aparecer em vários eventos no Carnaval do Brasil. O atacante esteve em Salvador e no Rio de Janeiro durante a festa. O brasileiro passou 12 dias no Brasil. Antes, esteve em Barcelona para uma consulta médica.

O hospital em que esteve em Doha faz parte do ambicioso projeto do Qatar, país sem tradição no futebol, que receberá o Mundial de 2022.

A unidade é uma das poucas no mundo que conta com a chancela da Fifa e do COI (Comitê Olímpico Internacional). Em 2009, o Aspeta foi credenciado como centro médico de excelência da Fifa. Seis anos depois, o COI anunciou o hospital como centro de prevenção de lesões e proteção de saúde dos atletas.

Segundo o preparador físico Ricardo Rosa e o fisioterapeuta Rafael Martini, o desempenho "foi além do esperado fisicamente e clinicamente", após o jogador realizar testes, avaliações físicas e clínicas complementares.

"Os resultados são excelentes, sendo alguns até acima da média para futebolistas. Então, a ideia é seguir evoluindo conforme a liberação do departamento médico até a fase de treinamento sem restrições. Na parte física, fizemos avaliações e treinamentos, sendo um deles de força e outra focada na parte metabólica", explicou o preparador físico Ricardo Rosa.

Há três temporadas, o hospital também é parceiro do PSG, clube de Neymar e presidido por Nasser Al-Khelaifi. Atletas como o brasileiro Hulk e o marfinês Drogba já usaram a estrutura do hospital para voltar a jogar.

O Aspeta fica dentro do Aspire, concebido para ser o centro do esporte do país. O local é usado pelos jogadores da seleção nacional do Qatar.

Nos 10 últimos anos, o país gastou bilhões de dólares para tentar se transformar em grande nome no mundo do futebol.

 
 

Só a primeira parte do projeto do Aspire - encerrada em 2007- custou R$ 4,8 bilhões. O valor total gasto no centro não foi revelado.

Diretor-geral assistente da clínica, o médico Hakim Chalabi foi o responsável pelos exames de Neymar. Argelino e com mais de 20 anos de formação em medicina esportiva, ele já cuidou de Ronaldinho Gaúcho e foi médico do PSG em 2001 e 2002.

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