Com novidade da Fifa, Mundial de clubes testa seu quinto formato

Disputa entre equipes começou em 1960, com times da Europa e América

Pelé, jogador do Santos, comemora vitória contra o Milan em partida válida pelo Campeonato Mundial de Clubes de 1963, realizada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
Pelé, jogador do Santos, comemora vitória contra o Milan em partida válida pelo Campeonato Mundial de Clubes de 1963, realizada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). - Arquivo-16.nov.1963/Agência O Globo
João Gabriel
São Paulo

A Fifa anunciou nesta sexta-feira (15) o novo Mundial de Clubes, que será disputado a partir de 2021 com 24 clubes e a cada quatro anos. O torneio será a quinta formação de competição que define um chamado "campeão mundial". 

A primeira edição com chancela da Fifa foi em 2000, quando o Corinthians foi campeão. O torneio só passou a ser anual em 2005. O modelo, segundo a Fifa, será disputado até 2020. Um ano depois, a entidade estreará o novo torneio, com edições a cada quaro anos.

 Copa Intercontinental

De 1960 até 1979, o mundial, ou Copa Intercontinental, como era chamado, foi organizado pela Conmebol e pela Uefa, e reunia os campeões da Copa dos Campeões da Europa e da Copa Libertadores da América. Era disputado com partidas de ida e volta, uma em cada país, podendo haver um terceiro jogo de desempate.

A partir de 1969, o formato entra em crise, inclusive com campeões europeus se recusando a participar em razão da violência dentro de campo.  O estopim foi a final daquel ano, vencida pelo Milan (ITA) sobre o Estudiantes (ARG). O segundo jogo, no estádio La Bombonera, terminou com dois argentinos expulsos, um jogador milanês inconsciente e sem festa: polícia em campo e atletas correndo para o vestiário com um troféu amassado. ​

Em 2017, a Fifa reconheceu os vencedores do torneio como campeões mundiais. O único time brasileiro que venceu o torneio foi o Santos de Pelé, bicampeão em 1962 e 1963.

Copa Toyota

Em 1980, os casos de violência em jogos na América do Sul fizeram com que os times europeus se negassem a viajar e disputar partidas no continente. Com isso, o torneio passou a ser jogado no Japão, sob organização da Associação Japonesa de Futebol e batizado de Copa Toyota, patrocinado pela montadora de automóveis.

Sob supervisão da Uefa e da Conmebol, o torneio tinha final em jogo único e se manteve assim até 2004. Flamengo (1981), Grêmio (1983) e São Paulo (1992 e 1993) foram os brasileiros vencedores.

Primeiro Mundial de Clubes da Fifa

Em 2000, a Fifa organiza sua primeira edição do torneio, disputada no Brasil e que reuniu os campeões da África, Ásia, Oceania, América do Norte e Central, Europa e América do Sul, além de um time do país anfitrião e um convidado.

Os clubes foram organizados em dois grupos de quatro, que jogaram entre si e dos quais saíram as equipes que disputaram o terceiro lugar (Real Madrid, da Espanha, e Necaxa, do México) e a final, vencida pelo Corinthians sobre o Vasco da Gama.

Mundial todo ano

A entidade máxima do futebol só voltou a organizar seu torneio em 2005, no Japão. A competição tinha representantes de todas as federações continentais. Começava mas quartas de final. Os campeões europeu e sul-americano entravam nas semis.

A partir de 2009, o Mundial passa a ter sua sede trocada a cada dois anos: primeiro nos Emirados Árabes (2009/10), depois de volta no Japão (2011/12), depois no Marrocos (2013/14), Japão novamente (2015/16) e os últimos dois, Emirados Árabes (2017/18). Também passou a ser incluído um representante do país-sede.

São Paulo (2005), Internacional (2006) e Corinthians (2012) são os únicos brasileiros vencedores no período.

O Novo Mundial de Clubes

Antes anual, o Mundial passará a acontecer a cada quatro anos, a partir de 2019. Serão 24 clubes, oito europeus, seis sul-americanos, três asiáticos, três africanos, três da América Central e do Norte, um da Oceania. Eles serão divididos em oito grupos de três, com os primeiros colocados avançando para a fase de mata-mata.

 
Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.