Messi marca duas vezes, chega ao gol 600 e deixa Barcelona perto da final

Time espanhol derrotou o Liverpool por 3 a 0 na primeira semifinal da Champions League

Lionel Messi cobra a falta que resultou no terceiro gol do Barcelona e o 600 dele pelo clube espanhol
Lionel Messi cobra a falta que resultou no terceiro gol do Barcelona e o 600 dele pelo clube espanhol - John Sibley/Reuters
São Paulo

Houve a lei do ex, o azar inglês e a genialidade de Lionel Messi. Por esses três fatores, o Barcelona goleou o Liverpool por 3 a 0 nesta quarta (1), no Camp Nou, na partida de ida da semifinal da Champions League e está perto da decisão, marcada para 1º de junho, em Madri.

Com dois gols, Messi chegou aos 600 com a camisa do Barcelona.

No jogo de volta, o Barcelona poderá perder por até dois de diferença. Pode também ser derrotado por três, desde que faça gols, para se classificar. O Liverpool precisa da vantagem de quatro gols. Se devolver os 3 a 0, o confronto vai para a prorrogação. 

A diferença entre as duas equipes no primeiro tempo foi o gol de Luis Suárez, que defendeu o Liverpool entre 2011 e 2014. Ele mostrou oportunismo ao desviar chute de Jordi Alba. 

Foi o primeiro do uruguaio na Champions League desta temporada. Seu último havia sido contra a Roma, nas quartas de final no ano passado.

Com tamanho jejum no torneio, Suárez não quis saber do costume dos atacantes de não comemorar gols marcados contra times em que atuaram. Ele celebrou muito. 

Com velocidade no ataque e Salah concentrando as ações ofensivas, o Liverpool equilibrou o jogo contra o Barcelona nos primeiros 45 minutos. Só não conseguiu criar grandes oportunidades por faltar capricho na finalização ou no passe final. O melhor exemplo aconteceu quando o egípcio partiu em velocidade e falhou no toque que deixaria Mané na cara do gol.

A marcação montada pelo técnico alemão Jurgen Klopp foi eficiente dentro da característica de seu esquema tático, de pressionar a marcação e roubar a bola poucos segundos após perder a posse.

Para fugir disso, o Barcelona abriu o jogo e quando acharam espaço para conduzir a bola, Vidal e Rakitic se destacaram.

Houve ocasiões em que o Barcelona pecou pelo excesso de preciosismo. Rakitic e Vidal (este já no segundo tempo) receberam bolas livres na área e em vez de finalizar, tentaram dar passes.

Para fechar mais o setor direito da defesa, Ernesto Valverde trocou o brasileiro Philippe Coutinho pelo lateral Semedo, adiantando Sergi Roberto.

Klopp, que já havia trocado o volante Keita por Henderson por causa de contusão, mandou o Liverpool atacar na etapa final. E duas vezes a equipe poderia ter empatado. Em ambas, o goleiro Ter Stegen salvou, em chutes de Salah e Milner. 

O egípcio Salah lamenta chance perdida pelo Liverpool, em que acertou a trave
O egípcio Salah lamenta chance perdida pelo Liverpool, em que acertou a trave - Sergio Perez/Reuters

Com o Liverpool pressionando a saída de bola cada vez mais, o Barcelona começou a se complicar por não se render ao chutão, mesmo que fosse a melhor saída. Por insistir no toque curto, erravam passes em posições perigosas. Mas os espanhóis tinham sorte, como no cruzamento de Henderson que ia na direção de Salah, mas bateu nas costas de  Wijnaldum e foi para o goleiro.

A mesma sorte que sorriu para definir o placar no lance em que Andy Robertson fez o desarme dentro da área nos pés de Suárez, que acertou o travessão. Mas com Alisson caído e o gol aberto, a bola ficou com Messi, que completou para a rede aos 30 do 2º tempo. Foi o gol 599 de Messi com a camisa do Barcelona.

O 600 demorou sete minutos e veio quando o Liverpool partiu para frente. O argentino acertou uma falta no ângulo esquerdo. Era tamanha a noite do Barcelona que na sequência, Roberto Firmino teve um chute salvo em cima da linha e, no rebote, Salah acertou a trave quando nem goleiro havia.

A partida de volta acontece na próxima terça (7), no estádio de Anfield. No dia seguinte, o Ajax recebe o Tottenham. Depois de vencer na Inglaterra por 1 a 0, jogará pelo empate para avançar à final.

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