Mineirão traz lembranças opostas para brasileiros e Lionel Messi

Seleção foi goleada por 7 a 1 no estádio em que argentino foi aplaudido em 2010

Alex Sabino Diego Garcia
Rio de Janeiro

O Brasil voltará a fazer uma semifinal no Mineirão cinco anos após o trauma do 7 a 1. Já a lembrança de Lionel Messi do estádio é bem mais positiva. No local, o argentino já foi aplaudido pela torcida rival e viveu um dos seus momentos mais especiais com a camisa da seleção.

Brasil e Argentina se enfrentam por uma vaga na decisão da Copa América na próxima terça (2), em Belo Horizonte, às 21h30.

Foi no Mineirão que Messi saiu de campo aplaudido pelos brasileiros após empate em 0 a 0 entre as seleções, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. A torcida vivia às turras com o técnico Dunga, e reverenciar o craque do maior adversário foi uma forma de protesto. Pouco importou para o argentino, que se disse honrado.

“Este é um local especial na minha vida por momentos como esse”, disse Messi em 2014. A frase veio após ele ter tirado sua seleção do sufoco contra o Irã no Mundial sediado no Brasil.

Com a Argentina mal em campo, ele pegou a bola nos acréscimos e acertou um chute no canto esquerdo que permanece no imaginário dos argentinos. Havia mais de 20 mil deles no Mineirão naquele dia.

Não é um retrospecto que conte antes do confronto pela Copa América, mas as lembranças são boas.

“É difícil dizer quem é favorito nas situações em que estão se dando as partidas neste torneio. Estão muito iguais”, afirmou o camisa 10.

A parte positiva para o Brasil é se apegar ao histórico recente no torneio contra os rivais. Nas últimas duas finais entre os times (2004 e 2007), levou a melhor e foi campeão. Messi esteve em campo em 2007, quando era um garoto.

Na sexta (28), Tite enviou seus auxiliares ao Maracanã para observar a vitória da Argentina sobre a Venezuela. O treinador sabe que, sem o título e eliminado pelo maior rival, seu cargo não estará tão seguro.

Nisso, ele tem algo em comum com Lionel Scaloni. Inexperiente e questionado no país, o técnico precisa ser campeão tanto quanto a Argentina, sem um troféu de expressão desde a Copa América de 1993.

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