Descrição de chapéu Copa do Mundo Feminina

Sem Marta, Brasil tenta triunfo de geração no futebol feminino

Time que estreia contra a Jamaica tem misto de jovens com remanescentes de outras Copas

Grenoble (França)

​Sem Marta, lesionada, a seleção brasileira estreia em uma Copa que marca uma passagem de bastão geracional no time feminino. Além da camisa 10, a atacante Cristiane (maior artilheira em Olimpíadas), 34, e a meia Formiga, 41, também devem disputar a Copa pela última vez.

Com média de idade de 28 anos e 5 meses, a seleção é a segunda mais velha do torneio, atrás apenas do time norte-americano —o que sugere uma dificuldade em renovar seus quadros com nomes pinçados das categorias de base. Se entrar em campo, Formiga se tornará a decana da história das Copas.

Treino da Seleção Feminina no Stade Paul Bourget. Foto: Assessoria / CBF
Treino da seleção feminina no Stade Paul Bourget, na França - Assessoria/CBF
Neste domingo, o time enfrenta a Jamaica, às 10h30 (Globo, SporTV e Band), em Grenoble. A primeira adversária nesta edição está na outra ponta do espectro etário. É a mais jovem do Mundial, com média de idade de 23 anos e 7 meses —a do torneio como um todo é de 26 anos e 6 meses.
 
“A experiência [das veteranas] traz tranquilidade para as mais novas”, diz Cristiane. “Falamos a elas sobre o quão importante é elas tomarem a frente. É a hora de aparecer. Foi quando nos deram oportunidades em competições internaciona is que eu, a Marta e a Formiga despontamos.”
 
Ela não cita nomes, mas a renovação do elenco está hoje nos pés de figuras como a zagueira Daiane, 21 (chamada às pressas na sexta, 7, após o corte de Érika, lesionada), a meia Andressinha, 24, e as atacantes Bia Zaneratto, 25, e Geyse, 21.
 
Esta última se transformou em máquina de fazer gols na última temporada, no Benfica, com 49 em 27 jogos. O clube está na segunda divisão portuguesa, com adversários não raro massacrados por uma diferença de dois dígitos.  
 
​É com essa combinação de cancha e gás novo que o técnico Vadão espera virar a página do calamitoso retrospecto recente da seleção, com 9 derrotas seguidas. O desempenho saiu dos trilhos após o sétimo título da Copa América, em abril do ano passado.
 
Em Copas, o auge foi em 2007, com o vice-campeonato (diante das alemãs), em campanha embalada por sete gols de Marta. Na última edição, em 2015, no Canadá, as brasileiras caíram nas oitavas. As algozes australianas de quatro anos atrás desta vez são adversárias das brasileiras já na primeira fase —o grupo é completado pela Itália.
 

“No Brasil, sempre sofremos pressão para ganhar a medalha de ouro, para sermos campeãs”, afirma Cristiane, sem disfarçar uma ponta de ressentimento. “Sabemos que no país, infelizmente, as outras coisas não valem nada.”

A má fase do time não impede que Marta seja a jogadora com mais buscas na internet. Segundo o Google Trends: 16% das pesquisas na última semana sobre atletas que disputarão esta Copa no mundo envolvem a atacante alagoana, que defende o Orlando Pride (EUA) .

Num distante segundo lugar aparece a também atacante norte-americana Alex Morgan. Ela levou o prêmio três vezes, a última em 2015. 

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