Descrição de chapéu Copa América

Sob vaias no Mineirão, Arrascaeta diz que leva coisas positivas de passagem pelo Cruzeiro

Meia não jogou na goleada; técnico uruguaio disse que não era melhor ambiente para tê-lo em campo

Fernanda Canofre
Belo Horizonte

Desde que sua foto apareceu no telão com a escalação até o aquecimento atrás do gol, o meia uruguaio Giorgian De Arrascaeta foi alvo de vaias e gritos que o chamavam de "mercenário", lançados por torcedores brasileiros durante partida entre Uruguai e Equador, neste domingo (16), no Mineirão. 

Artilheiro do novo Mineirão, com 30 gols anotados, a troca do Cruzeiro pelo Flamengo ainda não assentou bem entre os mineiros. A transação custou em torno de R$ 80 milhões, a maior da história do futebol brasileiro.

Meia uruguaio De Arrascaeta é xingado por torcedores durante aquecimento em partida contra o Equador
Meia uruguaio De Arrascaeta é xingado por torcedores durante aquecimento em partida contra o Equador - Fernanda Canofre/Folhapress

O técnico Óscar Tabárez afirmou depois do jogo que o estádio não era mesmo o melhor lugar para colocar Arrascaeta em campo. 

O jogador, em conversa com jornalistas, na saída, tentou minimizar o ocorrido e disse que era de se esperar, pela forma como deixou o Cruzeiro.

“Fico com as coisas positivas, com aquilo que dei ao clube, com as coisas importantes que conquistei, com a história que pude fazer aqui. Cada um pode dizer o que quiser”, declarou ele. 

Arrascaeta disse que estava pronto para jogar, mas parabenizou a equipe pela goleada de 4 a 0, o maior placar da Copa América até agora. 

O goleiro Fernando Muslera, aniversariante do dia, também comemorou a noite “tranquila” que os colegas garantiram. “Tudo [foi bem], da defesa ao ataque e fiquei muito feliz com a noite que eu tive que foi muito tranquila”. 

O destaque da noite uruguaia em Belo Horizonte ficou com Edinson Cavani, eleito melhor jogador da partida. Aos 33 minutos do primeiro tempo, ampliou o placar marcando o segundo gol da Celeste. 

A comemoração foi fazendo gesto de arco e flecha, em homenagem à filha Índia, nascida há um mês. 

Sobre o favoritismo do Uruguaio, aquecido com o placar largo, Cavani reconheceu que faz parte da história já que a equipe é a maior vencedora da competição, com 15 títulos. 

“Quando te colocam [nesse lugar de favorito] é por algo. Temos que seguir com a cabeça que sempre tivemos, com os pés no chão, sabendo bem o que temos. As pessoas que digam o que quiserem, nós, dentro do grupo, sabemos para o que estamos”, avaliou. 

Sem motivo para comemorar, a seleção do Equador não quis falar com a imprensa no fim do jogo. Na saída do vestiário, a maioria dos jogadores também passou reto pela área onde estavam os jornalistas. 

A derrota veio ainda com o peso de um gol contra, marcado por Arturo Mina, e com uma expulsão logo aos 22 minutos de partida. 

“Continuar com um homem a menos muda muito. Queríamos seguir e manter a ideia, mas não conseguimos. São situações do jogo, agora temos que seguir adiante”, declarou à Folha o zagueiro Gabriel Achilier.

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