Descrição de chapéu Copa Libertadores

Como Felipão deixou de ser o rei de mata-matas no Palmeiras

Equipe enfrenta o Godoy Cruz, nesta terça, pelas oitavas da Libertadores

​Luiz Felipe Scolari, 70, acumula a marca de 70,4% de aproveitamento em decisões de mata-mata à frente do Palmeiras. Esse rendimento já fez com que ele vencesse cinco títulos pelo clube. Na sua terceira passagem como treinador alviverde, iniciada em 2018, no entanto, ele já não tem mais o mesmo sucesso.

Desde o ano passado, Felipão soma quatro eliminações, sendo a mais recente diante do Internacional, nas quartas de final da Copa do Brasil. Levando em consideração apenas a atual passagem do técnico no clube, o rendimento é de 60% em disputas eliminatórias.

Soma-se a isso o fato de o time alviverde não vencer há cinco partidas e ter perdido a liderança do Campeonato Brasileiro no último fim de semana para o Santos. O que dá a dimensão da pressão que o técnico e seus comandados terão nesta terça-feira (30), às 21h30, no jogo de volta contra o Godoy Cruz (ARG), pelas oitavas de final Libertadores.

O técnico Luiz Felipe Scolari demonstra nervosismo durante jogo do Palmeiras
O técnico Luiz Felipe Scolari demonstra nervosismo durante jogo do Palmeiras - Divulgação

Para o jogo desta terça, a equipe brasileira está em vantagem. Na partida de ida, chegou a estar perdendo por 2 a 0, mas conseguiu buscar o empate. Empates de 0 a 0 ou um 1 a 1 dão a classificação ao time palmeirense pelo critério do gol fora de casa.

Isso, no entanto, não garante tranquilidade para Felipão, sobretudo pelo qualidade do futebol que o Palmeiras tem apresentado desde o fim da pausa no futebol brasileiro para a disputa da Copa América.

O time alviverde só venceu um dos últimos seis jogos que fez, justamente o primeiro contra o Inter, pela Copa do Brasil, por 1 a 0. No duelo de volta, foi derrotado pelo mesmo placar e eliminado nos pênaltis.

Depois da pausa, perdeu duas vezes e empatou três. Em todos os jogos, sofreu, praticamente, dos mesmos males: excesso de erros do sistema defensivo e pouca criatividade para superar os adversários.

No empate do último sábado (27), diante do Vasco, em casa, que lhe custou a ponta do Nacional, a equipe alviverde foi surpreendida com um gol logo aos 2 minutos, só conseguiu o empate em cobrança de pênalti e não foi capaz de furar o bloqueio vascaíno.

O gol marcado por Marrony, do Vasco, foi o sétimo sofrido pelo Palmeiras nos últimos seis jogos, média de mais de um por parta. Enquanto isso, o ataque balançou as redes cinco vezes. 

Parte da torcida acabou perdendo a paciência com o time após o último duelo. Em frente ao portão pelo qual saem os times do Allianz Parque, eles protestaram chamando os jogadores do Palmeiras de "pipoqueiros" e questionando "muito dinheiro para pouca obrigação."

Questionado sobre esses protestos, o treinador alviverde ironizou. "Não ouvi nada disso. Pipoca? É bom com sal ou açúcar. Muito bom."

"É normal no futebol. Agressões não, mas xingar, não gostar ou vaiar é normal, é tranquilo", acrescentou.

Em seu momento mais conturbado à frente do time alviverde na terceira passagem pelo clube, Scolari tem visto os pilares de sua equipe caírem de rendimento, casos dos zagueiros Gustavo Gómez e Luan, do atacante Dudu e do volante Bruno Henrique. 

Nos últimos jogos, coube ao goleiro Weverton evitar que a equipe sofresse derrotas mais elásticas. Na Argentina, no jogo de ida das oitavas, por exemplo, ele defendeu um pênalti quando o duelo estava 2 a 1. 

Campeão da Libertadores com o Palmeiras em 1999, Scolari nunca deu adeus ao mata-mata continental antes da semifinal, fase em que foi eliminado pelo Boca Juniors (ARG) no ano passado.​

Erramos: o texto foi alterado

Ao contrário do que foi publicado, a partida entre Palmeiras e Godoy Cruz será nesta terça-feira (30). O texto foi corrigido. 

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