Descrição de chapéu Copa América

Satisfeito com Messi, Scaloni banca Aguero para evitar incêndio

Treinador quer manter elenco afinado para semifinal

Alex Sabino Marcos Guedes
Belo Horizonte

O consenso na Copa América é que Lionel Messi não tem jogado bem. O próprio jogador reconheceu isso ao dizer não mostrar o que esperava no torneio até agora. Não que isso preocupe o técnico Lionel Scaloni antes da semifinal contra o Brasil, nesta terça (2), no Mineirão.

O treinador jura estar satisfeito com o desempenho do seu principal astro e acredita que o problema é a expectativa criada a respeito de Messi.

“Estamos acostumados a vê-lo fazer cinco gols por jogo e que saia driblando quatro adversários. Estou contente com o desempenho dele e não tenho nada a criticar. Ele está fazendo seu trabalho. O segundo gol contra a Venezuela nasceu de uma pressão de Messi e Di María sobre o jogador que estava com a bola”, analisa Scaloni.

O meia Lionel Messi, que ainda não fez uma exibição de gala nesta Copa América, é a grande esperança da Argentinha para o clássico contra a seleção brasileira
O meia Lionel Messi, que ainda não fez uma exibição de gala nesta Copa América, é a grande esperança da Argentinha para o clássico contra a seleção brasileira - Lúcio Távora/Xinhua

Ser elogiado pela marcação não é algo comum na carreira de Lionel Messi.

Nas estatísticas ofensivas, não há como contestar que o atacante cinco vezes eleito melhor do mundo mostrou pouco. Fez apenas um gol, de pênalti, contra o Paraguai e não deu nenhuma assistência.

Quando geralmente os números não são favoráveis, os treinadores partem para critérios analíticos. Como a importância tática, por exemplo.

Scaloni assumiu o papel preventivo de bombeiro. Não permite qualquer início de incêndio durante o torneio que deverá decidir seu destino no cargo. Se alguém tivesse feito isso no ano passado, durante a Copa do Mundo na Rússia, a história poderia ter sido diferente. Mas Sampaoli, dirigentes e jogadores tentaram apagar o fogo com gasolina depois de ameaças de motins, reuniões e vazamentos de informações para a imprensa.

Scaloni viu tudo aquilo como assistente. Pressentiu que poderia ter problemas e agiu. Conversou com Lautaro Martínez após o atacante se irritar pela substituição contra o Paraguai. Passou a elogiá-lo a cada oportunidade. Viu na imprensa que Angel Di María entraria na equipe para enfrentar o Brasil, no lugar de Aguero. Um atacante que começou como titular, foi para o banco e voltou a ser escalado de novo.

“Li que haveria mudança no time e que Aguero sairia. Só posso dizer que Aguero será titular. Não sei porque quando falam em mudanças, sempre dizem que Aguero é quem vai sair”, afirmou, sem confirmar os demais escolhidos.

Assim como Tite, Scaloni reconhece que tem dormido pouco. Mas ao contrário do treinador brasileiro, não é pela tensão da partida desta terça. O argentino afirma que é normal ter poucas horas de sono. Mesmo que seja o jogo mais importante do seu curto período à frente da seleção argentino. Ele sabe que o confronto vale muito para ele. Mas para Tite vale mais.

“Para os dois times é importante, mas para o Brasil é mais. Se isso coloca mais pressão sobre eles, não sei dizer. Tive a oportunidade de conhecer o técnico do Brasil e me parece ser uma grande pessoa. Para ele é jogar em casa, diante da sua gente. É diferente. Para a Argentina vale uma vaga para a final. Para ele pode valer mais do que isso”, constata.

Se repetir a escalação que derrotou a Venezuela na última sexta (28), vai significar vai quebrar uma sequência de 40 jogos com mudanças na equipe. A última vez que a Argentina teve os mesmos 11 titulares em duas partidas consecutivas foi na segunda rodada da Copa América de 2016. ​

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