Descrição de chapéu Pan-2019

Brasil evolui em desempenho na briga por 2º lugar no Pan

Após melhor dia do país, COB aposta que natação, atletismo e judô devem garantir novas medalhas

Daniel E. de Castro
Lima

Passados nove dias com distribuição de medalhas no Pan-2019, em Lima, o Brasil tem mais motivos para comemorar do que lamentar o desempenho de seus atletas.

A perspectiva para a segunda semana é de melhora da performance, algo que já começou a acontecer neste domingo (4). O dia mais vitorioso até aqui teve um total de 16 pódios na maratona aquática, canoagem slalom, marcha atlética, hipismo, surfe, tênis, ginástica rítmica e vôlei.

Chloe Calmon comemora a conquistado ouro no longboard, neste domingo (4)
Chloe Calmon comemora a conquistado ouro no longboard, neste domingo (4) - Alexandre Loureiro/COB

O país contabiliza 22 ouros, 16 pratas e 34 bronzes, e está no segundo lugar na classificação, atrás dos EUA e à frente de México e Canadá.

Foram obtidas 22 vagas olímpicas em cinco modalidades: handebol feminino, tênis, pentatlo moderno, hipismo adestramento e hipismo CCE (Concurso Completo de Equitação).

No handebol masculino, uma derrota inesperada para o Chile neste domingo impediu a classificação para Tóquio via Pan.

A previsão do Comitê Olímpico do Brasil (COB) é que haja aumento no número de idas ao pódio nos últimos sete dias de evento. Natação e atletismo, esportes que distribuem grande quantidade de medalhas e nos quais o país costuma ir bem no continente, começam na terça (6).

Foram 13 medalhas para o atletismo em Toronto-2015, mas apenas 2 ouros, o que faz com que o comitê cobre evolução em Lima. Na natação (26 pódios há quatro anos), as perspectivas são positivas, mesmo após os melhores nadadores terem participado do Mundial na Coreia do Sul há pouco mais de uma semana.

No judô, que tem sua largada na quinta (8) e vai até o último dia do Pan, domingo (11), o Brasil deve duelar mais uma vez com Cuba antes de seguir para o Mundial, no Japão. Em 2015, foram 13 pódios brasileiros em 14 categorias.

“Nessas modalidades, o Brasil está trazendo o que temos de melhor no momento, de acordo com a estratégia das confederações e dentro do planejamento do COB”, afirmou o diretor de esportes do comitê, Jorge Bichara. Tênis de mesa e vela também devem contribuir para a contagem.

Ana Sátila beija medalha de ouro conquistada neste domingo (4), na canoagem
Ana Sátila beija medalha de ouro conquistada neste domingo (4), na canoagem - Jonne Roriz/COB

Na comparação dos resultados obtidos nas modalidades que já tiveram suas disputas encerradas com aqueles alcançados há quatro anos, o saldo é positivo até agora.

O comparativo com o Pan de Toronto-2015 mostra que o país melhorou de forma significativa suas marcas no taekwondo, boxe, triatlo, ginástica artística e badminton. Por outro lado, houve queda expressiva de performance na canoagem velocidade, além de tiro esportivo e levantamento de pesos.

Puxada pelo desempenho dos homens, a ginástica artística brasileira viu sua quantidade de medalhas aumentar de 5 para 11 em quatro anos. Foram 4 ouros, sendo que o principal favorito, Arthur Zanetti, acabou com a prata nas argolas. No feminino, foram sentidas as ausências de Rebeca Andrade e Jade Barbosa, lesionadas.

No taekwondo e no boxe, em que o país havia obtido apenas 4 bronzes no Canadá, o número total de pódios subiu para 13, com 3 ouros. Os triatletas passaram de um 2015 zerado para um 2019 com 4 medalhas (2 douradas). Ygor Coelho levou o primeiro ouro brasileiro no badminton. Ao todo, foram 5 medalhas no esporte, 2 a mais do que na edição anterior.

Já na canoagem velocidade, que deu 9 medalhas para o Brasil em Toronto e 3 na Rio-2016, o cenário foi de queda, com três atletas do país no pódio. A maior frustração ficou por conta da participação de Isaquias Queiroz e Erlon Souza na prova C2 1.000 m, quando Erlon teve um mal súbito que impediu a dupla de continuar na disputa. Isaquias levou o ouro no individual.

A modalidade não conta mais com o patrocínio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), seu principal financiador no último ciclo olímpico.

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