Descrição de chapéu Pan-2019

Brasil faz sua melhor campanha em Jogos Pan-Americanos

País voltará à segunda posição do quadro pela primeira vez desde 1963

Daniel E. de Castro
Lima

A um dia do fim dos Jogos Pan-Americanos de Lima, o Brasil garantiu sua melhor campanha na história do evento. Com 55 ouros e 171 medalhas, superou o desempenho da edição de 2007, quando o Rio de Janeiro sediou a competição (foram 52 ouros e 157 no total).

Assim, o Brasil voltará a terminar os Jogos na segunda posição da classificação geral, algo que não acontecia desde 1963, quando São Paulo recebeu o Pan.

Há quatro anos, em Toronto, foram 42 ouros e 141 medalhas brasileiras no total. Ao mesmo tempo em que melhorou sua performance neste ciclo, o Brasil viu rivais diretos pela vice-liderança, Cuba e Canadá, em ritmo mais lento. Já o México surpreendeu e pode terminar em terceiro lugar, após ficar em sexto na edição anterior.

Uma comparação absoluta entre edições é limitada porque o número de medalhas em disputa varia de uma para outra. Lima-2019, por exemplo, tem mais provas do que Toronto-2015 e Rio-2007.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não colocou como meta no Peru uma colocação no quadro ou um número específico de pódios, algo que havia feito na Olimpíada do Rio-2016. Na ocasião, falhou ao não terminar entre os dez primeiros colocados no número total de medalhas.

O objetivo principal em Lima era garantir vagas em Tóquio-2020, algo alcançado até agora pelo handebol feminino, Hugo Calderano no tênis de mesa, João Menezes no tênis, Maira Iêda Guimarães no pentatlo moderno, além das três por equipes que estavam em jogo no hipismo e uma na vela, com Marco Grael e Gabriel Borges.

Outra meta, a de que algumas modalidades consideradas chave evoluíssem na comparação com os Jogos anteriores, foi cumprida por ginástica artística e atletismo, entre outras.

Na ginástica, puxado pelo bom desempenho dos homens, o país saltou de 5 medalhas para 11, 4 delas de ouro. Já no atletismo, além do aumento geral de 13 para 16, o principal diferencial foi o crescimento no número de ouros: de 2 para 6.

“Nesse tipo de evento é preciso confirmar os favoritos. Tivemos poucos que não confirmaram aqui e algumas surpresas positivas. Está sendo um bom momento, mas temos que ter o pé no chão e trabalhar muito. Tem um ano para corrigir o que não está certo e melhorar o que pode melhorar. Não tem nada garantido”, afirmou o diretor de esportes do COB, Jorge Bichara, em referência à Olimpíada de Tóquio-2020.

Pessoas de amarelo sorrindo
Medalhistas brasileiros da vela no Pan-2019 em Lima - Jonne Roriz/COB

Entre os favoritos que não cumpriram as expectativas de ouro estão o ginasta Arthur Zanetti, prata nas argolas após errar um movimento na sua apresentação, a seleção masculina de handebol, derrotada nas semifinais pelo Chile, e a dupla da canoagem Isaquias Queiroz e Erlon Souza.

 
Erlon teve um mal súbito na disputa do C2 1.000 m, e os brasileiros, medalhistas olímpicos há três anos, não conseguiram completar a prova.

Já entre as surpresas positivas do evento estão as quatro medalhas no triatlo, duas delas de ouro. Elas foram conquistadas logo nos primeiros dias do Pan e permitiram criar uma certa “gordura” para as eventuais decepções.

O melhor dia dos brasileiros no Pan foi a sexta (9), quando o país acumulou 27 medalhas, 10 delas douradas. Já neste sábado, apesar da marca histórica alcançada, alguns nomes cotados ao pódio falharam, como o campeão olímpico Thiago Braz (salto com vara) e Almir Júnior (salto triplo) no atletismo.​

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