Descrição de chapéu Tóquio 2020

Paulo André corre os 100 m em 9s90, mas vento impede recorde

Nunca um velocista sul-americano registrou marca abaixo de 10 segundos na prova

São Paulo

O velocista brasileiro Paulo André Camilo de Oliveira, 21, correu a prova dos 100 m rasos na noite desta quinta-feira (29) em 9s90, no Troféu Brasil de Atletismo, evento de clubes realizado em Bragança Paulista.

Mas ele ainda não se tornará oficialmente o primeiro brasileiro e sul-americano a completar a prova em menos de 10 segundos. Isso porque o vento no momento da corrida estava a favor dele na velocidade de 3,2 m/s (o limite para que um registro seja homologado pela federação internacional é de 2 m/s).

Minutos depois, a final feminina dos 100 m foi disputada com vento de 1,6 m/s.

Paulo André comemora sua marca de 9s90 nos 100 m durante o Troféu Brasil, em Bragança Paulista
Paulo André comemora sua marca de 9s90 nos 100 m durante o Troféu Brasil, em Bragança Paulista, nesta quinta (29) - Ricardo Bufolin/Panamerica Press/ECP

A melhor marca oficial de um brasileiro na prova mais nobre do atletismo foi obtida por Robson Caetano no campeonato Ibero-Americano realizado na Cidade do México em 1988: 10 segundos cravados.

Nos últimos 31 anos, o objetivo de romper essa fronteira é perseguido por muitos velocistas do país, que soma três medalhas olímpicas no revezamento 4 x 100 m masculino (1996, 2000 e 2008).

Mas a tradição da prova coletiva não se repetiu da mesma forma na disputa individual. André Domingos, com 10s06 em 1999, foi quem chegou mais perto de Robson antes de Paulo André alcançar 10s02 em duas ocasiões, a última delas em abril deste ano.

Nos últimos meses, o jovem de 21 anos diz que já se sente pronto para baixar dos 10 segundos e que vê a quebra da barreira como uma questão de tempo.

“Três centésimos não dá para tirar num detalhe, como se eu tivesse que fazer algo específico para correr em nove segundos. O nove e não sei quanto já está na minha perna. No momento certo e no dia em que eu estiver iluminado vai sair. Espero que seja em breve, porque é uma coisa que quero muito”, ele disse à Folha em maio.

Medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima com 10s16, ele tentará quebrar novamente a barreira no Mundial de Doha, que começa em 28 de setembro. Paulo André espera que no Qatar o vento esteja novamente a seu favor, mas dessa vez nem tanto.

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