Fora do Mundial, Usain Bolt jogou futebol e lucrou com patrocínios

Edição de 2019 da competição de atletismo é primeira sem o jamaicano desde 2005

São Paulo

Aposentado das pistas desde 2017, o ex-velocista jamaicano Usain Bolt, 33, não para de correr atrás de compromissos comerciais.

Suas oito medalhas de ouro olímpicas e 14 em campeonatos mundiais o tornam requisitado por empresas mesmo dois anos após dar adeus ao atletismo, no Mundial de Londres de 2017.

Nesta sexta-feira (27) teve início em Doha a edição de 2019 da competição, a primeira desde 2005 sem a presença de Bolt.

O site oficial do jamaicano indica que atualmente o astro tem 12 patrocinadores, entre eles Puma (a empresa de material esportivo está com ele desde 2002), Hublot, Gatorade e Virgin. Recentemente, o jamaicano fundou uma empresa de scooters elétricas chamada Bolt Mobility.

No seu último ano em atividade, a lista da revista Forbes o colocou como 23º esportista mais bem pago do mundo, com ganhos de US$ 34,2 milhões (R$ 142 milhões em valores atuais).

Em entrevista à Folha em 2015, Bolt reclamou do fato de sempre aparecer atrás de estrelas de outros esportes, como boxe, basquete, futebol, futebol americano, golfe, automobilismo, tênis, beisebol e até críquete. Na época, ele tinha oito patrocinadores.

"Acho que merecemos mais dinheiro por toda a atenção que temos. Por isso quero continuar no atletismo, para trazer mais patrocinadores. Com o passar dos anos acho que vamos ganhar mais dinheiro", afirmou.

Neste ano, a parceria dele com a Puma o levou a um treino do Palmeiras, também patrocinado pela empresa. Fã de futebol, o jamaicano bateu bola com o elenco alviverde e posou para fotos fazendo seu tradicional gesto do raio.

O envolvimento do ex-corredor com o futebol o levou a iniciar uma tentativa de carreira no esporte. Seu sonho era defender o Manchester United, clube do qual é fã, mas isso não foi possível. Em agosto de 2018, ele começou a treinar no Central Coast Mariners, equipe australiana.

Chegou a marcar dois gols em um amistoso, mas não atuou em partidas oficiais pela liga da Austrália. No início de novembro, o clube informou que as partes não chegaram a uma solução comercial para manter Bolt no elenco.

Em janeiro de 2019, o jamaicano afirmou que não pretende se aventurar novamente no futebol: "A vida esportiva acabou, então agora estou mudando para negócios diferentes. Tenho muitas coisas em andamento, então, como eu digo, estou apenas me envolvendo em tudo e tentando ser um homem de negócios".

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