Raniel é a 12ª tentativa do São Paulo para a posição de centroavante

Nos últimos três anos, o clube investiu R$ 130 milhões em atletas para a posição

Alex Sabino
São Paulo

Há três anos o São Paulo tenta achar uma solução de longo prazo para a posição de centroavante. Foram 12 jogadores contratados para ela neste período.

A esperança atual é Raniel. Contratado em julho deste ano por 3 milhões de euros (cerca de R$ 13 milhões), ele foi titular em 7 dos últimos 8 jogos.

Anotou dois gols. Um a favor (contra a Chapecoense) e outro contra (diante do Santos).

Mesmo assim, quando ele não pôde atuar, como aconteceu no empate em 0 a 0 com o Grêmio, o técnico Cuca sentiu falta do jogador.

Raniel em apresentação no São Paulo
Raniel em apresentação no São Paulo - MARCELO D. SANTS - 09.jul.2019/Agência O Globo

“Faltou um centroavante. O [camisa] 1 e o [camisa] 9, você não faz, precisa ter. O cara que tem instinto de matador, fome de gol. Em jogos como esse, com o adversário fechado atrás, [Raniel] é um cara que segura a bola, prende e vira para chutar”, disse.

Em duas partidas, ele atuou ao lado de outro atacante que pode fazer a mesma função: Alexandre Pato, que voltou ao clube neste ano por 8,6 milhões de euros (cerca de R$ 37 milhões). Mas ele e Pablo, reforço que custou 6 milhões de euros (cerca de R$ 26 milhões) têm ficado fora da equipe por contusão. 

Pato pode voltar ao time neste domingo (15), contra o CSA, no Morumbi

Desde 2016, a diretoria do São Paulo investiu R$ 130,4 milhões (em valores atualizados) para reforçar a posição. Quatro deles ainda estão no elenco (Raniel, Alexandre Pato, Pablo e Gonzalo Carneiro). Este último, comprado por US$ 800 mil (cerca de R$ 3,2 milhões) teve o contrato suspenso por causa de doping.

Antes deles, houve Jonathan Calleri (R$ 2,4 milhões), Kieza (R$ 4 mi), Ytalo (de graça), Andrés Chavez (R$ 2,4 mi), Lucas Pratto (R$ 26,6 mi), Gilberto (de graça), Diego Souza (R$ 10 mi) e Trellez (R$ 6 mi).

Dessa lista, o jogador que teve mais sucesso foi Calleri, contratado por empréstimo de um ano, mas que não ficou no clube após esse período. Depois de fazer 16 gols em 31 jogos, ele foi para o West Ham (ING) e atualmente está no Espanyol (ESP). Mas ele deixou o Morumbi sem conquistar títulos. O melhor momento foi ajudar o time a chegar às semifinais da Libertadores de 2017, quando acabou eliminado pelo Independiente Medellín (COL).

Houve casos como o de Kieza. Ficou apenas dois meses no clube e fez duas partidas antes de ser liberado para o Vitória. Ou Diego Souza, emprestado de graça para o Botafogo com o São Paulo pagando parte dos salários.

A diretoria do São Paulo conseguiu recuperar parte do dinheiro gasto. No caso de Kieza, por exemplo, o Vitória pagou os mesmos R$ 4 milhões que o time paulista investiu. Trellez foi emprestado para o Internacional por R$ 1,5 milhão. Com Lucas Pratto, aconteceu lucro.

O River Plate comprou o centroavante em 2018 por 8,6 milhões de euros (R$ 37 milhões) e, quando a equipe argentina conquistou o título da Libertadores, o São Paulo passou a ter o direito de receber mais 1 milhão (R$ 4,3 milhões).

Se a operação financeira foi bem sucedida, dentro de campo Pratto não correspondeu ao esperado. Ele foi contratado em 2017 do Atlético-MG para ser a solução são-paulina para o ataque. Ele anotou 14 gols em 48 jogos.

A esperança do momento é Raniel. Pelo menos enquanto Alexandre Pato e Pablo não têm condições de voltar.

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