Descrição de chapéu RFI

Schumacher chega a Paris para tratamento com células-tronco

Ex-piloto alemão, 50, recupera-se de um acidente de esqui sofrido em 2013

RFI

O ex-piloto alemão Michael Schumacher, 50, está em Paris, na França, para realizar um tratamento com implante de células-tronco no hospital George Pompidou, no 15° distrito da capital, onde chegou nesta segunda-feira (9). A informação é do jornal Le Parisien. 

De acordo com a publicação, ele chegou em uma ambulância suíça, carregado em um maca totalmente coberta, que impedia de ver seu corpo e seu rosto. Schumacher foi levado imediatamente para o setor de cirurgia cardiovascular, cercado por quinze seguranças. 

Michael Schumacher durante um treino na pista de Jerez - Luis Roca - 12.out.2019/AFP

O alemão, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, foi recebido pelo cirurgião cardíaco francês Philippe Menasché, pioneiro no uso de terapia celular para tratar a insuficiência cardíaca. O ex-piloto se beneficiará de injeções de células-tronco em todo o organismo, para obter uma ação anti-inflamatória. 

O tratamento deve ser realizado nesta terça-feira (10) e Schumacher pode deixar o hospital na quarta. 

Consultada pelo Le Parisien, a equipe médica do hospital Pompidou não deu declarações, mas o alemão teria vindo pelo menos duas vezes ao estabelecimento neste ano, de helicóptero.

Na primeira vez, o ex-piloto teria realizado exames no hospital Pitié-Salpetrière. Ele deveria ter voltado em julho, mas um problema de saúde repentino impediu o seu retorno.

Ex-piloto já não precisaria ficar deitado

O estado de saúde de Michael Schumacher é um mistério desde o seu acidente em Meribel, nos alpes franceses, onde bateu a cabeça em um rochedo enquanto esquiava, no dia 29 de dezembro de 2013. 

Ao ser atendido no hospital de Grenoble, no sudeste da França, ele sofria de um traumatismo craniano grave. Operado duas vezes, Schumacher ficou quatro semanas em coma artificial e vários meses na UTI.

O ex-piloto deixou o hospital em junho de 2014 e foi transferido para o hospital universitário de Vaud, em Lausanne, na Suíça. Três meses depois, ele voltou para a casa, que foi adaptada para seu tratamento. 

Desde então, sua mulher, Corinna, não fornece nenhuma informação sobre a saúde do ex-campeão. Apenas Jean Todt, seu companheiro de Ferrari, escuderia pela qual conquistou cinco de seus sete títulos de F-1, é um dos raros amigos a visitar Schumacher em casa.

Foi ele quem anunciou que o ex-piloto da Ferrari não precisava mais ficar deitado, e contou até mesmo ter assistido a seu lado uma corrida do filho, Mick, que corre em Fórmula 2. Em dezembro, um documento chamado "Schumacher", realizado com o apoio da família e amigos deve ser exibido na TV e revelar o mistério que cerca o ex-campeão.

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