Descrição de chapéu Tóquio 2020

Bia Ferreira e Arthur Nory são eleitos os melhores atletas de 2019

Premiação do COB ocorreu na noite desta terça-feira, no Rio de Janeiro

São Paulo

A boxeadora Bia Ferreira e o ginasta Arthur Nory receberam o prêmio de melhores atletas de 2019 na noite desta terça-feira (10), em cerimônia realizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Bia superou as também finalistas Ana Marcela Cunha (maratona aquática) e Nathalie Moellhausen (esgrima), e Nory levou a melhor sobre Gabriel Medina (surfe) e Isaquias Queiroz (canoagem velocidade).

A baiana Bia, que completou 27 anos nesta segunda (9), se tornou a primeira brasileira a conquistar a medalha de ouro em competições de boxe nos Jogos Pan-Americanos.

Neste ano, em Lima no Peru, ela superou a argentina Dayana Sanchez na final da categoria até 60 kg. "Este ano foi incrível, estou realizada, Tóquio está logo ali. Acreditem em mim que vou representar o Brasil muito bem", disse a boxeadora.

Bia também se tornou campeã mundial em 2019, ao derrotar Cong Wang, da China, no dia 13 de outubro. Nesse mesmo dia, Nory, de 26 anos, conquistou ouro na barra fixa no Mundial de Stuttgart, na Alemanha. No Pan de Lima, o ginasta ganhou ouro (por equipe) e prata (individual).

"Há quatro anos meu discurso está pronto, vim aqui em 2015 e foi um incentivo enorme ganhar esse prêmio", disse Nory. "Tive que me reconstruir e amadurecer, querendo sempre melhorar até chegar neste ano de 2019 incrível."

Em 2015, o ginasta havia ficado na quarta colocação no Mundial de Glasgow. Com a conquista na Alemanha, ele entrou para grupo seleto de brasileiros campeões mundiais na ginástica. Antes dele, Daiane dos Santos, Diego Hypolito e Arthur Zanetti venceram a competição.

 
Bia e Nory são eleitos melhores atletas de 2019
Bia e Nory são eleitos melhores atletas de 2019 - Alexandre Loureiro/ COB

Hugo Calderano, do tênis de mesa, foi o escolhido por votação popular e ganhou prêmio de atleta da torcida.

Envolto em polêmicas, o presidente do COB, Paulo Wanderley, discursou durante a premiação. Na semana passada, o Ministério Público Federal entrou com representação para investigar denúncias de fraudes. Segundo relatório da Kroll, empresa americana especializada em investigações, há indícios de irregularidades na contratação de serviços de tecnologia.

A Folha também divulgou que a comissão de atletas do COB enviou carta ao presidente pedindo esclarecimentos sobre a assembleia geral (chamada por eles de “desastrosa”) com objetivo de aprovar um novo estatuto.

A associação sem fins lucrativos Sou do Esporte sugeriu em carta a anulação da assembleia como uma demonstração do atual corpo diretivo do COB de querer restaurar o ambiente de confiança e transparência na entidade.

Entre as propostas de mudança do estatuto mais criticadas, e que acabaram rejeitadas na votação, estão as que tirariam poderes do conselho de ética, responsável por apurar denúncias, inclusive as ligadas à diretoria do comitê. Também seria eliminado o cargo de gerente de compliance.

Na noite desta terça, Wanderley disse que os atletas têm, cada vez mais, participado das tomadas de decisões do comitê: “O objetivo do COB é sempre dar a melhor condição de treinamento e performance para nossos atletas”.

Bia Ferreira foi a primeira pugilista brasileira a conquistar a medalha de ouro em Pans
Bia Ferreira foi a primeira pugilista brasileira a conquistar a medalha de ouro em Pans - Jonne Roriz/COB

À tarde, o COB havia anunciado um orçamento recorde para 2020, aprovado pela assembleia geral, na sede da entidade no Rio de Janeiro. O valor, durante o ano olímpico, será de R$322.398.000,00, sendo que R$312.934.000,00 serão provenientes de recursos das loterias federais, e o restante virá de patrocinadores e da Solidariedade Olímpica Internacional (SOI).

Segundo a assessoria de imprensa do COB, 84% do montante das loterias, um total de R$ 267 milhões, será destinado somente para esporte: o mínimo exigido é de 75%.

“O próximo ano exige um maior investimento por conta da preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Entre os nossos projetos, há ações voltadas à preparação e organização olímpica e às ciências do esporte”, disse Jorge Bichara, diretor de esportes do COB.

A equipe brasileira de revezamento 4 x 100 m rasos nos Jogos de Pequim, em 2008, foi homenageada por herdar a medalha de bronze, após doping do jamaicano Nesta Carter. José Carlos Moreira, Vicente Lenilson e Sandro Viana subiram ao palco, enquanto Bruno Lins não esteve na festa.

Além da premiação aos melhores deste ano, o evento também incluiu seis ídolos do esporte nacional no Hall da Fama do COB.

São eles: Joaquim Cruz, campeão olímpico dos 800 m na Olimpíada de Los Angeles (1984) e prata em Seul (1988); Paula, campeã mundial de basquete em 1994 e prata em Atlanta (1996); os já falecidos Guilherme Paraense, atirador e primeiro campeão olímpico do país na história dos Jogos Olímpicos, em Antuérpia (1920); João do Pulo, bronze no salto triplo (Montreal, 1976, e Moscou, em 1980); Maria Lenk, nadadora, primeira mulher sul-americana a disputar os Jogos (Los Angeles, 1932); e Sylvio Magalhães Padilha, primeiro sul-americano a disputar uma final olímpica no atletismo, nos 400 m com barreiras, em Berlim (1936).

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