Grandes de SP reduzem salários de jogadores, técnicos e funcionários

Palmeiras e Corinthians anunciaram nesta quinta corte de 25% no pagamento do elenco

São Paulo

Palmeiras e Corinthians anunciaram nesta quinta-feira (30) uma redução salarial de 25% nos seus departamentos de futebol.

No caso palmeirense, o acordo engloba os salários dos meses de maio e junho de todo o elenco, além da comissão técnica comandada por Vanderlei Luxemburgo e os departamentos financeiro e jurídico.

O Corinthians diz que o acordo vale para maio. Nos dias anteriores, o clube já havia decidido cortar 50% dos vencimentos dos funcionários que têm trabalhado em casa e 70% dos inativos.

O comunicado do Palmeiras diz que a diretoria tomou a medida diante da paralisação das atividades esportivas em decorrência da pandemia da Covid-19. O Campeonato Paulista está suspenso desde o dia 16 de março, enquanto o Campeonato Brasileiro não tem previsão de início.

Palmeirenses e corintianos não foram os primeiros. No último dia 21, a Folha publicou que o São Paulo fez acordo para suspender pagamento dos direitos de imagem, o que corresponde a até 40% dos salários dos jogadores. Os contratos em carteira do elenco são-paulino foram reduzidos em 50%, com a previsão que essa diferença seja quitada quando o futebol voltar à normalidade.

O Palmeiras também alterou o fluxo do pagamento dos direitos de imagem: os valores de abril serão divididos entre os meses de agosto e dezembro deste ano, enquanto os de maio serão divididos entre janeiro e junho de 2021.

“Vivemos um momento de uma crise de grandes proporções no mundo", disse o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte.

O comunicado do clube reúne alguns posicionamentos favoráveis às medidas, de Luxemburgo e dos atletas Dudu, Bruno Henrique e Felipe Melo. "Essa decisão democrática é a maneira que temos para contribuir com o equilíbrio financeiro do clube, a manutenção do seu quadro de funcionários e atravessar esse momento da melhor maneira possível", afirma o técnico.

O Santos desejava obter diminuição de de 50% nos salários, mas a oferta não foi aceita pelos atletas, que fizeram contra proposta de 15%. O presidente José Carlos Peres considerou o percentual baixo. Por fim, o acordo acabou fechado em redução de 30%.

Os quatro times afirmam terem pago os salários em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) de março (quitados no início de abril).

Pelo Brasil, outros grandes clubes anunciaram medidas para tentar reduzir o impacto financeiro, como cortes de salários e demissões. O Flamengo, atual campeão brasileiro e da Libertadores, líder em faturamento no país atualmente, prevê dispensar mais de 60 funcionários nos próximos dias.

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