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FBI conclui que não houve ameaça de morte a piloto da Nascar

Investigação descobriu que corda encontrada em garagem já estava no local em 2019

AFP

O FBI concluiu sua investigação no circuito Superspeedway de Talladega, no Alabama, e determinou que Bubba Wallace não era alvo de um crime de ódio, afirmaram em um comunicado os administradores da Nascar, a principal categoria de automobilismo americana.

"O relatório do FBI conclui, e as evidências fotográficas confirmam que o laço na porta da garagem estava lá desde o outono passado", acrescentou a Nascar. "Isso foi obviamente muito anterior à chegada da equipe 43 e da atribuição da garagem."

No domingo passado (dia 21), a Nascar havia relatado que a corda foi encontrada na garagem de Wallace horas antes da prova no Alabama.

Para muitos, a corda fazia uma alusão ao enforcamento, uma forma de assassinato de muitos negros nos Estados Unidos durante a segregação racial.

A descoberta chocou o mundo esportivo americano e gerou numerosos sinais de solidariedade com o piloto, que nas últimas semanas foi uma das faces mais visíveis de apoio ao movimento antirracista "Black Lives Matter" (Vidas negras importam, em inglês).

Quinze agentes do FBI participaram das investigações desde segunda-feira (22), conduzindo inúmeras entrevistas e analisando evidências documentais, disse o agente especial encarregado da investigação, Johnnie Sharp, e o procurador geral do Distrito Norte do Alabama, Jay E. Town, em comunicado conjunto nesta terça (23).

"Embora agora se saiba que a corda estava na garagem número 4 em outubro de 2019, ninguém sabia que Wallace seria designado para a garagem número 4 na semana passada", observou o texto.

"Após uma análise completa dos fatos e evidências que cercam esse evento, concluímos que nenhum crime federal foi cometido."

Bubba Wallace durante a execução do hino dos Estados Unidos, antes de prova da Nascar na Florida
Bubba Wallace durante a execução do hino dos Estados Unidos, antes de prova da Nascar na Florida - Wilfredo Lee - 14.jun.2020/USA TODAY Sports

Wallace, 26, foi um dos muitos atletas americanos que se manifestaram contra o assassinato do afro-americano George Floyd nas mãos de um policial branco de Minneapolis em 25 de maio, o que provocou a maior onda de protestos antirracismo no país nas últimas décadas.

Menos de duas semanas atrás, o piloto também foi uma figura-chave para convencer a Nascar a banir a bandeira confederada em seus circuitos e instalações, sendo associada por muitos ao racismo e à escravidão nos Estados Unidos.

Numerosos atletas também expressaram apoio a Wallace nas últimas horas, incluindo o piloto de F-1 Lewis Hamilton e a estrela da NBA LeBron James.

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