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FBI investiga aparição de corda com laço em garagem de piloto negro da Nascar

Bubba Wallace conseguiu que bandeira dos confederados fosse banida das corridas

São Paulo

O FBI, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Nascar investigam a aparição de uma corda com laço de enforcamento encontrada em uma garagem pertencente a Bubba Wallace, o único piloto negro competindo nas principais séries da modalidade, na cidade de Talladega.

A Nascar anunciou o início de sua investigação particular no domingo (21), quando o objeto foi encontrado no local, que sediava uma prova da competição.

A entrada dos órgãos federais no caso foi informada nesta segunda-feira (22) pelo promotor de justiça Jay E. Town, do distrito norte do Alabama, que também participa da investigação.

"No final desta tarde, a Nascar foi informada de que um laço foi encontrado no estacionamento da equipe 43", disse a Nascar em comunicado no domingo (21). “Estamos com raiva e indignados, e não podemos afirmar com força o quão seriamente levamos esse ato hediondo."

Bubba Wallace durante a execução do hino dos Estados Unidos antes de prova da Nascar
Bubba Wallace durante a execução do hino dos Estados Unidos antes de prova da Nascar - Wilfredo Lee/USA TODAY Sports

“Iniciamos uma investigação imediata e faremos todo o possível para identificar a(s) pessoa(s) responsável(s) e eliminá-la(s) do esporte. Como declaramos inequivocamente, não há lugar para o racismo na Nascar, e esse ato apenas fortalece nossa determinação de tornar o esporte aberto e acolhedor para todos."

Bubba Wallace criticou o "ato desprezível de racismo e ódio".

"[Isso] Me deixa incrivelmente triste e serve como um lembrete doloroso de quanto mais temos que avançar como sociedade e de quão persistentes devemos ser na luta contra o racismo", disse o piloto de 26 anos em uma postagem no Instagram.

Bubba Wallace tira selfie com os demais pilotos, que o apoiaram após as ameaças que sofreu
Bubba Wallace tira selfie com os demais pilotos, que o apoiaram após as ameaças que sofreu - Chris Graythen/AFP

"Juntos, nosso esporte assumiu um compromisso real de promover mudanças reais... Nada é mais importante e não seremos impedidos pelas ações repreensíveis daqueles que buscam espalhar o ódio."

O evento no Alabama teve continuidade nesta segunda, e Wallace rcebeu o apoio de outros pilotos, que andaram ao lado do seu carro e o abraçaram em solidariedade.

No início deste mês, a Nascar proibiu a bandeira confederada, associada aos defensores da escravidão durante a Guerra Civil dos Estados Unidos, em todas as provas em meio a protestos globais contra a morte de George Floyd enquanto estava sob custódia da polícia de Minneapolis.

No entanto, antes do GEICO 500 de domingo (21) em Talladega, no Alabama, um avião voou acima da pista com a bandeira confederada e uma segunda faixa que dizia "Defund Nascar" ("Não financiem a Nascar", em tradução do inglês).

Carros com o símbolo também foram visto do lado de fora do autódromo.

Com informações da Reuters

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