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Nascar proíbe em suas provas bandeira identificada com racismo

Categoria bane símbolo do exército confederado, que defendeu regime escravagista

São Paulo

A Nascar, categoria do automobilismo americano, baniu a bandeira confederada de suas corridas, eventos e propriedades. O anúncio foi feito nesta quarta (10).

Duas bandeiras confederadas (abaixo da americana) colocadas na Sprint Cup Series Quaker State, prova da Nascar em Kentucky
Duas bandeiras confederadas (abaixo da americana) colocadas na Sprint Cup Series Quaker State, prova da Nascar em Kentucky - Todd Warshaw-10.jul.15/Reuters

As forças confederadas representaram o sul dos Estados Unidos na guerra civil que aconteceu no país de 1861 a 1865. Era o exército que defendia o regime escravagista. A sua bandeira é imagem frequente em provas da Nascar.

O anúncio acontece durante os protestos raciais depois da morte de George Floyd, acusado de tentar pagar uma compra com nota falsa de US$ 20. Negro, Floyd morreu após um policial branco ter ficado por quase nove minutos ajoelhado sobre o seu pescoço em 25 de maio.

O piloto Bubba Wallace ao lado do carro com a mensagem "#BlackLivesMatter"
O piloto Bubba Wallace ao lado do carro com a mensagem "#BlackLivesMatter" - Steve Helber/USA TODAY Sports

O banimento da bandeira foi um pedido público feito por Bubba Wallace, o único piloto negro da Nascar. Ele disse que não havia lugar para ela no esporte.

Em 2015, a Nascar já havia feito promessa semelhante quando o branco Dylan Roof entrou em uma igreja frequentada por negros em Charleston e matou nove pessoas.

Nesta quarta, no oval de meia milha de Martinsville, na Vigínia, Wallace guia um carro com pintura especial e a hashtag "#BlackLivesMatter" (vidas negras importam, em inglês), nome que recebeu o movimento contra a brutalidade policial. A prova começou às 20h (de Brasília).

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