Tenista Naomi Osaka diz que continuará combatendo racismo

Japonesa de 22 anos afirma que morte de George Floyd teve grande impacto sobe ela

Tóquio | Reuters

Naomi Osaka, a atleta mais bem paga do mundo, afirmou que as vozes de atletas de destaque podem ser mais influentes do que as de políticos e está determinada a ser ouvida sobre a questão da injustiça racial.

A tenista duas vezes campeã de Grand Slam enfrentou uma reação nas redes sociais depois de expressar apoio aos protestos "Black Lives Matter", na sequência da morte de George Floyd.

O homem negro de 46 anos morreu após um policial branco pressionar o joelho contra o seu pescoço por quase nove minutos, no dia 25 de maio, em Mineápolis. Ele foi enterrado na terça (9).

De óculos, Osaka responde a pergunta em frente a um microfone
Osaka durante entrevista coletiva em torneio na China no ano passado - Aly Song - 29.out.19/Reuters

Osaka, 22, que tem pai haitiano e mãe japonesa, mas cresceu e vive principalmente nos Estados Unidos, diz que não tem intenção de recuar e espera ajudar a impulsionar mudanças sociais reais e permanentes.

“Manifesto minha opinião porque acredito no movimento e quero tentar usar minha plataforma para facilitar as mudanças”, disse Osaka à Reuters por email. “O assassinato de George Floyd e a situação geral nos Estados Unidos tiveram um grande impacto em mim. Ficar em silêncio nunca é a resposta. Todos deveriam ter uma voz no assunto e usá-la.”

Osaka afirmou ter participado de protesto em Mineápolis e de outros atos do Black Lives Matters em Los Angeles, onde vive.

Após comentários nas mídias sociais, Osaka foi orientada a se concentrar no tênis, mas optou por responder a seus críticos com argumentos e alguns GIFs divertidos.

“Eu provavelmente não deveria ler todas as críticas, mas é difícil evitar”, disse ela, que tem mais de um milhão de seguidores no Instagram.

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