Brasil bate Venezuela e assume liderança isolada das Eliminatórias

Gol de Roberto Firmino define vitória 'magra' da equipe verde-amarela no Morumbi

São Paulo

A seleção brasileira encontrou dificuldades para superar a retranca da Venezuela, mas conseguiu vencer a barreira e triunfou por 1 a 0, no Morumbi, na noite de sexta-feira (13). Assumiu, assim, a liderança isolada das Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2022.

Com o gol de Roberto Firmino e os 100% de aproveitamento, o time verde-amarelo voltou a iniciar o torneio qualificatório para o Mundial com três triunfos. Isso não ocorria desde a qualificação para a Copa de 1982.

Diante dos venezuelanos, o plano de Tite foi repetir a estratégia que tinha funcionado contra a Bolívia, também em São Paulo. O lateral esquerdo Renan Lodi avançou como um ponta e todo o time povoou o campo de ataque, mas as dificuldades foram muito maiores.

Havia agressividade, porém a defesa adversária estava bem armada. Os visitantes congestionavam a região próxima à área e criavam problemas para os donos da casa, que criaram pouco até o intervalo.

Uma bola balançou a rede, logo aos sete minutos, mas um impedimento não muito claro invalidou o gol de Richarlison. E a Venezuela conseguiu encaixar a marcação de maneira a minimizar as chances dos donos da casa.

Richarlison esteve novamente bem perto de marcar, após cruzamento de Lodi e desvio de Jesus. Douglas Luiz, pouco depois, também finalizou com perigo, mas o placar continuou zerado até o intervalo do confronto.

O Brasil voltou para o segundo tempo com o meia Lucas Paquetá no lugar do volante Douglas Luiz. Se não foram resolvidas as dificuldades, os donos da casa ficaram mais agressivos na busca pelo gol.

A mudança acabou se mostrando decisiva para o triunfo. Aos 22 minutos da etapa final, Paquetá recebeu passe na meia direita e achou Everton Ribeiro na ponta. Após o cruzamento, Gabriel Jesus brigou no alto e Firmino apareceu na pequena área para completar.

Foi o suficiente para definir a vitória. Os venezuelanos não tiveram força para brigar pelo empate, e o Brasil soube se controlar para evitar sustos no restante do confronto.

Depois, Pedro entrou no lugar de Richarlison –que atuou verdadeiramente com um centroavante, com Firmino atrás. Everton, ex-Grêmio, substituiu Gabriel Jesus, dando uma opção de velocidade para matar o confronto quando houvesse a brecha pela direita.

Não houve mais situações claras de gol até o apito final. Se não conseguiram mais criar problemas para a meta venezuelana, os donos da casa também evitaram sustos até o término do duelo no Morumbi.

Agora líder isolada das Eliminatórias, a seleção brasileira voltará a atuar na próxima terça-feira (17), em Montevidéu, contra o Uruguai. Neymar, ao contrário do que se esperava inicialmente não estará à disposição de Tite.

O atacante chegou a se juntar ao grupo verde-amarelo no Brasil, em recuperação de uma lesão muscular na coxa esquerda, porém não reuniu condições para atuar diante dos uruguaios. Ele foi desconvocado, e a tendência é que a escalação usada contra a Venezuela seja mantida.

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