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Hamilton vence em Ímola, e Mercedes conquista hepta de construtores

Piloto britânico pode ganhar seu sétimo título mundial na F-1 no próximo GP

São Paulo

O inglês Lewis Hamilton, uma semana após se tornar o maior vencedor de corridas da história da F-1, conquistou o topo do pódio novamente neste domingo (1º), no GP de Emilia Romagna. O finlandês Valtteri Bottas, também da Mercedes, ficou em segundo lugar.

Foi a 93ª vitória na carreira do piloto na categoria, que pode ser heptacampeão já na próxima corrida, no dia 15 de novembro, na Turquia.

Ele tem 85 pontos (282) de vantagem sobre seu companheiro de equipe, e ainda restam 104 em disputa nas quatro últimas provas previstas da temporada. Para faturar o título sem depender do desempenho de Bottas na Turquia, precisa de uma vitória ou de um segundo lugar com a volta mais rápida.

Lewis Hamilton com troféu no pódio
Lewis Hamilton vence o GP de Emilia Romagna de F-1 e Mercedes se consagra como a primeira equipe heptacampeã do campeonato de construtores - Miguel Medina/AFP

Com a dobradinha no circuito de Ímola, a Mercedes conquistou o sétimo título de construtores consecutivo, superando o recorde da Ferrari, que foi hexa (1999-2004).

"É impressionante agora. Eu olho para minha equipe e penso em todos em Brackley –eles são os heróis anônimos. As pessoas que assistem em casa podem pensar que estamos acostumados com isso, mas participar da quebra de um recorde [sete títulos] como esse é incrível!", disse Hamilton sobre a conquista da equipe.

Ainda a respeito da Mercedes, Hamilton foi questionado sobre a possibilidade de saída de Toto Wolff do comando da escuderia ao término da temporada e a sua permanência caso isso aconteça. O austríaco é considerado um dos grandes responsáveis pelo sucesso do time nos últimos anos.

"Eu nem sei se estarei aqui no próximo ano, então não é uma preocupação para mim no momento. Naturalmente me sinto ótimo, me sinto muito forte e sinto que poderia continuar por muitos meses. Então, eu não sei. Você mencionou sobre o Toto e a vida útil, há várias coisas que ficam na minha cabeça. Eu gostaria de estar aqui no ano que vem, mas não há garantia disso", disse o piloto inglês, que tem contrato com a Mercedes até o final de 2020.

O pódio na Itália se completou com o australiano Daniel Ricciardo, da Renault, que contou com o abandono do holandês Max Verstappen, da Red Bull, próximo ao final da corrida.

O holandês chegou a ficar na segunda posição por nove voltas. Ultrapassou Bottas na 43ª, mas logo depois saiu da prova por causa de um pneu furado.

A corrida também ficou marcada por homenagens e acidentes.

O francês Pierre Gasly, 24, da AlphaTauri, correu com um capacete inspirado no de Ayrton Senna, tricampeão da F-1 que perdeu a vida na pista italiana no dia 1º de maio de 1994, em um acidente. Uma imagem do brasileiro com a mensagem "Ayrton Senna sempre" foi estampada no topo do equipamento de segurança.

Após ter largado em quarto, o jovem teve um problema em seu carro e precisou abandonar a prova.

Já George Russel, da Williams, errou sozinho e bateu enquanto o carro de segurança estava na pista. Poucas voltas depois, Alex Albon, da Red Bull, rodou na pista, o que o fez terminar a corrida em 15º lugar, último entre os que terminaram o Grande Prêmio.

Outro incidente aconteceu nos boxes, quando Lance Stroll, da Racing Point, derrubou um mecânico na hora de seu pit stop.

Havia 14 que anos que uma prova de F-1 não era disputada no circuito italiano de Ímola. Nesta temporada, o GP foi chamado de Emilia Romagna.

Com informações da AFP

Erramos: o texto foi alterado

Em Ímola, Lewis Hamilton conquistou sua 93ª vitória na F-1. Versão anterior do texto informava que havia sido o triunfo de número 92. O texto foi corrigido. 

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