Descrição de chapéu Maradona (1960-2020)

Lula, Maduro e outros políticos lamentam morte de Maradona; veja repercussão

Ex-jogador morreu aos 60 anos, após ter uma parada cardiorrespiratória

São Paulo

A morte de Diego Armando Maradona nesta quarta-feira (25) também comoveu políticos do mundo inteiro. O ex-jogador de futebol argentino foi vítima de uma parada cardiorrespiratória em casa, em Tigre, na região de Buenos Aires.

O ex-presidente Lula expressou seu pesar pelas redes sociais e chamou Maradona de “gigante do futebol, da Argentina e de todo o mundo”.

Segundo o petista, o ex-atleta tinha talento e personalidade únicos. Lula também destacou ações de Maradona fora dos campos de futebol.

“A sua genialidade e paixão no campo, a sua intensidade na vida e seu compromisso com a soberania latino-americana marcaram nossa época”, escreveu Lula, chamando o ex-jogador de "amigo do Brasil". “Só posso agradecer toda sua solidariedade com as causas populares e com o povo brasileiro. Maradona jamais será esquecido."

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) chamou o argentino de "amigo querido do Brasil e de todos nós que lutamos por um mundo mais solidário e menos desigual".

"Maradona foi um incansável defensor dos pobres, da luta contra a desigualdade na Argentina, no Brasil e em toda a América Latina e no Caribe", escreveu Dilma em nota. Ela também lembrou que esteve com o astro no velório do cubano Fidel Castro em 2016. Nas redes, a ex-presidente publicou foto ao lado do argentino.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Democratas), registrou, com pesar, a morte de Maradona em suas redes sociais e disse que o futebol mundial está de luto.

Já o ex-jogador e senador Romário (Podemos) chamou Maradona de amigo e de lenda. "Já disse algumas vezes, dos jogadores que vi em campo, ele foi o melhor", escreveu.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que recebeu com pesar a notícia da morte do ex-jogador. Ele disse que Maradona foi o "maior jogador da história do futebol argentino e uma das maiores estrelas do esporte no mundo".

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, publicou vídeo em que Maradona faz malabarismos com a bola e chamou o ex-jogador de lenda. Até às 17h30, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não havia se manifestado sobre a morte do argentino.

O ministro do STF Gilmar Mendes disse que o futebol "perdeu um de seus maiores nomes". "Meus sentimentos aos torcedores argentinos por essa triste perda", publicou em suas redes sociais.​

Guilherme Boulos, candidato do PSOL que disputa a prefeitura de São Paulo, usou frase do escritor uruguaio Eduardo Galeano que classifica Maradona de "o mais humano dos deuses".

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) disse que Maradona encantou o mundo dentro das quatro linhas e "foi símbolo em um dos momentos mais duros da história" da Argentina.

Fora do Brasil, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, publicou fotos em que aparece ao lado de Maradona. "Muita tristeza, a lenda do futebol nos deixou, irmão e amigo incondicional da Venezuela", escreveu nas redes sociais.

Maradona era simpatizante dos governos de esquerda da América Latina e foi amigo de Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela. ​

Já o presidente da Bolívia, Luis Arce, diz que lamenta "profundamente a morte sensível do grande 10 do futebol e irmão latino-americano".

Além de políticos, personalidades da cultura e da música também prestaram homenagens a Maradona.

O perfil oficial da banda inglesa Queen publicou foto nas redes sociais em que integrantes que formavam o grupo em 1981 aparecem ao lado do ex-jogador. Estão na foto o cantor Freddie Mercury, o guitarrista Brian May, o baterista Roger Taylor e o baixista John Deacon, além do ex-jogador de futebol argentino.

O registro de Maradona com os músicos do Queen foi feito antes das Guerra das Malvinas, conflito armado entre Argentina e o Reino Unido que aconteceu em 1982.

No Brasil, Bruno Gagliasso, Marcelo Adnet, Fernanda Paes Leme e outros famosos lamentaram a morte de Maradona.

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