Descrição de chapéu Copa Libertadores 2020

Cuca aposta em Abel Ferreira campeão, mas não nesta Libertadores

Técnico do Santos decide torneio contra Palmeiras do jovem português neste sábado

Rio de Janeiro

Campeão da Copa Libertadores em 2013 pelo Atlético-MG, o técnico Cuca, 57, tentará levantar o segundo troféu da competição na carreira, desta vez pelo Santos.

Ele terá pela frente o Palmeiras, do português Abel Ferreira, 42, 15 anos mais jovem e que ainda não foi campeão como treinador. O que não é uma desvantagem, segundo o brasileiro.

Cuca espera, inclusive, que o adversário conquiste muitas taças como técnico, mas apenas a partir de domingo (31), depois da decisão da Libertadores marcada para este sábado (30).

"Eu tenho 57 anos e o Abel tem 42 anos, e isso não é vantagem. 'Ah, o Abel não tem títulos'. Mas vai ter! Pode ter certeza, porque é ótimo treinador. Seguirá no caminho das conquistas, mas tomara que venha só depois de domingo. Que mais para frente ele tenha um monte de títulos", disse o santista.

O português começou a carreira como técnico em 2011, ao assumir as categorias de base do Sporting (POR). Depois, treinou o time B até chegar ao Braga (POR), clube pelo qual fez grande campanha na temporada 2017/18. Também treinou o grego PAOK antes de chegar ao Palmeiras. Em nenhum dos clubes levantou troféus, mas está em duas finais: a da Libertadores e a da Copa do Brasil.

Quinze anos mais velho, Cuca tem uma carreira com conquistas importantes. A principal foi a Copa Libertadores da América de 2013, pelo Atlético-MG. No Palmeiras, adversário deste sábado, faturou o Brasileiro de 2016.

Supersticioso, o técnico voltou a falar das rezas que realiza antes das partidas. "Tenho a camisa de Nossa Senhora, em quem acredito muito. Hoje já fui rezar, já fui ao santuário, agradecer tudo o que ela tem feito por mim e pelos meninos [do Santos]", afirmou o treinador.

O técnico Cuca, do Santos, durante o reconhecimento do gramado do estádio do Maracanã, nesta sexta
O técnico Cuca, do Santos, durante o reconhecimento do gramado do estádio do Maracanã, nesta sexta (30) - Ricardo Moraes/Reuters

Cuca conta que apostou suas fichas na competição continental por possuir menos jogos que o Brasileiro, já que o elenco do Santos é jovem e curto. Também não declarou um favorito para a final deste sábado, justamente por ser um clássico do futebol paulista.

Para o técnico, em uma decisão como essa, ninguém terá medo de jogar, pois a própria competição ensinou as equipes a serem "cascudas". Lembrou-se da vitória do Santos na primeira fase contra o Defensa y Justicia (ARG), ainda sob o comando de Jesualdo Ferreira, e de outros embates considerados difíceis por ele, como Delfín (EQU) e Olimpia (PAR).

"Os únicos resultados ruins que tivemos foram empates com o Grêmio, fora, e com o Boca, na Bombonera. Esses meninos criaram um lastro grande. É uma decisão diferente, de um jogo só", completou Cuca.

Santos e Palmeiras se enfrentam neste sábado, a partir das 17h, no Maracanã.

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