Descrição de chapéu Copa Libertadores 2020

Herói palmeirense, Breno Lopes saiu da várzea mineira para vencer a Libertadores

Atacante fez gol do título no Maracanã aos 53 min, logo depois de Cuca ser expulso

São Paulo

Aos 25 anos, Breno Lopes marcou apenas seu segundo gol com a camisa do Palmeiras e sem dúvidas o mais importante de sua carreira.

Cria do futebol de várzea de Belo Horizonte, foi ele quem, nos acréscimos e após vir do banco de reservas, cabeceou a bola cruzada por Rony para dar a vitória da equipe alviverde sobre o Santos na final da Copa Libertadores, no Maracanã.

Breno chegou ao Palmeiras em novembro de 2020, vindo do Juventude, como única contratação desde que o treinador Abel Ferreira chegou ao comando do clube.

Breno Lopes comemora após marcar o gol da vitória do Palmeiras na final da Libertadores
Breno Lopes comemora após marcar o gol da vitória do Palmeiras na final da Libertadores - Mauro Pimentel/Pool/AFP

O mineiro já afirmou em entrevistas que teve infância humilde, vendo amigos trabalhando no crime organizado, mas que graças ao pai e a mãe conseguiu ter empregos formais.

Depois de passar pela várzea, atuou pelo Joinville, Figueirense, Athletico e então Juventude, onde se destacou.

Ele foi importante para o início da campanha na Série B do clube gaúcho, que subiu para a primeira divisão do Brasileiro. E não esqueceu de onde veio após marcar o gol histórico.

"Fiquei muito feliz pelo gol. Não é fácil vir de um time de menor expressão e defender as cores do Palmeiras", disse Breno, na primeira entrevista coletiva depois de entrar para a história do time alviverde.

Segundo o próprio, em entrevista à ESPN, a negociação com o Palmeiras foi rápida, mas ele inicialmente não acreditava que iria se concretizar.

“Meu empresário me ligou: 'Breno, o Palmeiras tem interesse em você!'. Só que eu já estava tão calejado com essas coisas... Tinha ouvido conversa de Atlético-MG, Sport, Bahia... Pensei: 'Se for da vontade de Deus, ótimo'. Mas a verdade é que eu nem estava me iludindo mais. Fiquei focado”, disse ao site da emissora.

O Palmeiras pagou R$ 7,5 milhões por 50% dos direitos do atleta.

Sua estreia também foi rápida, acelerada pelo surto de Covid-19 que a equipe sofreu. Ele foi anunciado no dia 11 de novembro, estreou contra o Fluminense, no dia 14 (vitória por 2 a 0 em casa), mas sua apresentação formal à imprensa aconteceu apenas dois dias depois.

Na sequência, ele mesmo acabou infectado pela doença e precisou ficar alguns dias fora, perdendo um pouco de ritmo. Mesmo assim, seguiu sendo usado pelo treinador e fez na final sua 17ª partida pelo Palmeiras ---e marcou seu segundo gol seguido.

O gol histórico foi aos 53 minutos do segundo tempo, logo depois de Cuca ser expulso, em confusão com Marcos Rocha na lateral do campo. O Santos reclamou do lance, que apontou ter sido crucial para o título do Palmeiras.

"O Cuca é o comandante, responsável pelo trajeto que o Santos teve em todo o campeonato, estava sempre do lado, gritando, foi um minuto depois. Atrapalhou e influenciou, não tenho dúvidas", disse Cuquinha, auxiliar e irmão do treinador santista.

Breno, por sua vez, agradeceu ao cruzamento recebido do companheiro de ataque.

"Eu fui feliz, o Rony também foi muito feliz no cruzamento. É só agradecer ao professor Abel e ao Palmeiras. Hoje a gente entra para a história de um clube gigante como o Palmeiras", disse Breno.

Ele ainda lembrou a presença de torcida na arquibancada do Maracanã —a Conmebol liberou a presença de convidados das diretorias e patrocinadores da competição, depois de decreto do estado do Rio que permitiu o fato, o que causou aglomeração no estádio, em meio à pandemia de Covid-19.

"É uma força a mais, sabemos como o torcedor coloca energia para a gente dentro de campo. Na palestra o professor falou que quando tivéssemos dificuldade, era para olhar para eles e buscar força. Nos deu uma força a mais para buscar esse título", afirmou Breno, que terá pela frente mais um desafio: conquistar um Mundial para o Palmeiras.

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