Descrição de chapéu Campeonato Brasileiro 2020

Campeão com Flamengo no Morumbi, Ceni escreve maior capítulo como técnico

Ídolo do São Paulo, treinador rubro-negro conquista seu primeiro título na Série A

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São Paulo

Na última vez que o São Paulo conquistou um título, em dezembro de 2012, lá estava ele, o capitão.

Diante de 67 mil torcedores que lotaram o Morumbi, Rogério Ceni subiu ao pódio acompanhado por Lucas Moura para erguer a taça da Copa Sul-Americana. O último grito de campeão em uma carreira de 25 anos dedicados ao clube, que se encerrou com o goleiro ocupando o posto de maior ídolo da história tricolor.

Quis o destino que sua primeira grande conquista na elite do futebol brasileiro como técnico fosse no mesmo palco. Vazio, em razão da pandemia, o que não diminui o caráter simbólico. Desta vez, porém, Ceni estava do outro lado, com uma outra camisa, colocando seu nome na história de uma outra equipe.

Nesta quinta-feira (25), no Morumbi, o Flamengo comandado pelo treinador perdeu para o São Paulo por 2 a 1, no Morumbi, mas contou com o empate do Internacional no Beira-Rio para conquistar o título do Campeonato Brasileiro de 2020.

Rogério Ceni, hoje técnico do Flamengo, olha imagens de suas conquistas como jogador do São Paulo no Morumbi antes da partida
Rogério Ceni, hoje técnico do Flamengo, olha imagens de suas conquistas como jogador do São Paulo no Morumbi antes da partida - Alexandre Vidal/Flamengo

Campeão da Série B com o Fortaleza, em 2018, Rogério Ceni agora soma também o troféu da Série A, seu principal sucesso como técnico.

Os flamenguistas, campeões também da edição passada, deram poucos sinais ao longo da competição de que repetiriam o sucesso que tiveram com Jorge Jesus na última temporada.

Para substituir o português, que havia iniciado 2020 no comando e partiu rumo ao Benfica, a diretoria buscou Domènec Torrent. O catalão, entretanto, foi demitido depois que a equipe sofreu duas goleadas consecutivas no Nacional, uma delas para o São Paulo, por 4 a 1.

Torrent entregou o Flamengo na terceira colocação, com 10 vitórias, 5 derrotas e 5 empates no Brasileiro, e apenas um ponto atrás do então líder Internacional.

Na procura por um novo comandante, o clube olhou para o mercado inteiro e contratou Rogério Ceni, que deixou o Fortaleza depois de um bom trabalho que rendeu aos cearenses um bicampeonato estadual, uma Copa do Nordeste e também uma Série B do Brasileiro.

Nova oportunidade para ele apagar as passagens ruins por São Paulo (2017) e Cruzeiro (2019).

Além das comparações com Jorge Jesus, o novo técnico viu o Flamengo ser eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil e nas oitavas da Libertadores.

Com apenas o Brasileiro pela frente, os flamenguistas conseguiram uma campanha de recuperação. Entre o fim de janeiro e o início deste mês, emendaram cinco vitórias e um empate. Um desses triunfos aconteceu na 37ª rodada, diante do então líder Internacional. A vitória por 2 a 1 colocou o Flamengo na ponta, a um jogo de confirmar o título.

A confirmação da conquista veio nesta quinta, no Morumbi. Acostumado ao estádio, onde chegou a morar quando foi contratado pelo São Paulo, Rogério Ceni a princípio precisava de algo que ainda não havia conseguido como treinador: vencer o clube pelo qual se consagrou como atleta. Não venceu, mas foi a derrota mais saborosa desse histórico.

Se o orgulho dos são-paulinos já estava ferido com a decepção da perda do título brasileiro, a celebração de Ceni com o Flamengo em um palco tão particular a ele (e à relação entre eles) representou mais um golpe duro para os tricolores, órfãos de ídolos e saudosos de conquistas.

Mas os rubro-negros não têm nada a ver com isso. Agora o treinador veste uma outra camisa, defende um outro clube: o Flamengo de Rogério Ceni.

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