Uefa deve incluir mais jogos e tirar fase de grupos da Champions

Número de participantes no torneio europeu aumentaria de 32 para 36

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São Paulo

A Uefa deverá anunciar nesta semana, em reunião do comitê executivo da entidade, mudanças profundas de formato em sua principal competição de clubes, a Champions League.

De acordo com reportagem do The New York Times, a entidade planeja abrir mão da fase de grupos e aumentar o número de jogos, a fim de gerar mais receita com direitos de transmissão, patrocínios e bilheteria. A reformulação entraria em vigor somente a partir de 2024.

Com a nova configuração, o número de participantes aumentaria das 32 vagas que o torneio tem atualmente para 36. Os classificados continuariam a ser definidos pelas participações em seus campeonatos nacionais e duelos preliminares da Champions.

Segundo o jornal norte-americano, contudo, a entidade estuda manter duas vagas para clubes históricos que eventualmente não consigam se classificar para o torneio. Esse privilégio a equipes tradicionais encontraria resistência entre os que defendem a classificação à Champions League com base apenas no mérito esportivo.

Todos seriam dispostos em uma tabela de 36 times parecida à de uma liga, com pontos corridos. Cada equipe disputaria dez partidas, cinco em casa e cinco fora, contra adversários que seriam sorteados a partir de critérios como o desempenho nas edições recentes da própria Champions, na Europa League e também em critérios geográficos. Com isso, nem todos os clubes se enfrentariam.

Os oito melhores classificados iriam direto para o mata-mata, cujo formato atual seria preservado (oitavas de final, quartas, semifinal e final). Os clubes que ficarem entre a nona e a 16ª colocação disputariam um playoff contra equipes que terminarem entre a 17ª e a 24ª posição na tabela, com jogos de ida e volta.

Esse playoff produziria oito classificados, que se juntariam àqueles que já haviam garantido lugar no mata-mata.

Com o novo formato, um clube que hoje disputa 13 jogos para chegar ao título, da estreia na fase de grupos à final, passaria a disputar 17 partidas. Outra possibilidade de resistência por parte de diretorias que já consideram o calendário atual extenuante e não têm interesse em submeter seus atletas a mais compromissos.

A Uefa defende que a reformulação tornará relevante um maior número de jogos. Se por vezes a última rodada da fase de grupos não tem nada em disputa, com a tabela por pontos corridos haverá mais possibilidades de determinadas partidas influenciarem outras, e consequentemente os classificados.

O aumento no calendário da Champions League produziria um acréscimo de mais de 100 jogos, atendendo ao desejo da Uefa de apresentar aos donos dos direitos televisivos e aos patrocinadores mais eventos e, com isso, mais geração de lucros.

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