Flamengo e Palmeiras alimentam rivalidade na Supercopa do Brasil

Principais forças do futebol do país nos últimos anos duelam por taça em Brasília

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São Paulo

Flamengo e Palmeiras não são rivais umbilicais. Não alimentam a relação de antagonismo que o clube rubro-negro tem com o Vasco, por exemplo, ou a que a equipe alviverde nutre em relação ao Corinthians. Mas são, hoje, os times mais poderosos do futebol brasileiro.

O duelo vem ganhando importância nos últimos cinco anos e agora terá uma decisão propriamente dita. A formação carioca e a paulistana se enfrentarão neste domingo (11), às 11h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, em jogo único que vale a Supercopa do Brasil.

A partida será exibida pela TV Globo e pelo SporTV. No canal aberto, a narração será de Galvão Bueno, 70, que voltará a fazer a locução de um jogo após 14 meses. Imunizado contra a Covid-19, ele foi liberado para trabalhar depois de tomar as duas doses da vacina.

Gabriel, do Flamengo, e Luan, do Palmeiras, em ação no último duelo entre os times, também realizado em Brasília, pelo Brasileiro; time rubro-negro triunfou - Adriano Machado/Reuters

O torneio, que chega à quarta edição ainda tentando consolidar sua importância, reúne o vencedor do Campeonato Brasileiro e o campeão da Copa do Brasil. A taça, por si, não tem sido exatamente alvo de grande cobiça. Porém, pelos oponentes envolvidos, tornou-se maior em 2021.

De 2016 para cá, o Palmeiras conquistou duas edições do Brasileiro, uma da Copa do Brasil e uma da Copa Libertadores. O retrospecto do Flamengo é semelhante no mesmo período –sem uma Copa do Brasil, mas com uma Recopa Sul-Americana.

Na estendida temporada 2020, concluída em março de 2021 após paralisações ligadas à pandemia, a polarização ficou bem estabelecida. O clube alviverde triunfou na Copa do Brasil e na Copa Libertadores. O rubro-negro, além da citada Recopa, levou o Brasileiro.

É nesse contexto que ganha importância a Supercopa. O título não entrará na galeria das grandes conquistas de nenhuma das equipes, extremamente vitoriosas, mas será uma demonstração de força do ganhador diante daquele que hoje é seu grande adversário nacional.

“O Palmeiras conquistou dois títulos importantes na temporada passada. O Flamengo ganhou o Brasileiro. Agora, vamos para uma nova caminhada em 2021. O adversário é forte. Temos respeito”, disse o técnico rubro-negro, Rogério Ceni.

Ele e o treinador alviverde, Abel Ferreira, têm o desafio de disputar uma decisão em um momento de início de temporada. Os dois elencos ganharam descanso após o atrasado término do calendário 2020 e já se reapresentaram com responsabilidades grandes.

No caso do Palmeiras, como campeões da Libertadores, os atletas estão envolvidos também na Recopa Sul-Americana. O time verde abriu a decisão em dois jogos contra o argentino Defensa y Justicia vencendo fora de casa e trabalha para levantar o troféu na próxima quarta (14).

“Não queremos saber. Queremos jogar”, disse o português Ferreira, um tanto irônico, irritado com o calendário apertado que encontrou ao cruzar o Atlântico. “Se acham que o melhor é ter uma Recopa com uma Supercopa no meio... A gente deixa para descansar quando for mais velho.”

O momento do embate o torna mais imprevisível. Além da falta de ritmo, há desfalques certos, como os centroavantes Luiz Adriano e Pedro, o alviverde afastado por Covid-19, o rubro-negro fora de combate por lesão na coxa esquerda.

Também não farão parte do confronto os torcedores de Flamengo e Palmeiras –que alimentam rivalidade antiga, bem mais longa do que a atual disputa entre os times dentro de campo. Com a pandemia do coronavírus no auge em território brasileiro, as arquibancadas estarão vazias.

O jogo chegou a ficar em risco por causa de uma determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que estabelecia lockdown no Distrito Federal. O STJ (Superior Tribunal de Justiça), porém, atendeu a um recurso do governo distrital e suspendeu essa determinação.

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