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Swansea anuncia boicote a redes sociais após racismo contra seus jogadores

Time do País de Gales ficará sete dias sem publicar conteúdo em seus perfis

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Reuters

O Swansea City, time de futebol do País de Gales que atualmente disputa a segunda divisão inglesa, se posicionará contra o abuso e a discriminação online boicotando as redes sociais por uma semana.

O clube disse que a partir das 17h locais desta quinta-feira (8), todos os jogadores, funcionários e canais oficiais da agremiação (Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn, YouTube, TikTok e Snapchat) não postarão nenhum conteúdo por sete dias.

A ação acontece depois que vários jogadores do Swansea sofreram abusos raciais nas últimas semanas.

O presidente-executivo do clube, Julian Winter, também escreveu ao CEO do Twitter, Jack Dorsey, e ao fundador, presidente e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, pedindo um policiamento mais rigoroso e punições para usuários culpados de enviar mensagens abusivas.

"Sentimos que é certo tomar uma posição contra o comportamento que é uma praga em nosso esporte e na sociedade em geral", disse o Swansea em comunicado.

Foto aberta de lance na área com vários jogadores
Jogo entre Swansea City e Manchester City pela Copa da Inglaterra - Paul Childs - 10.fev.21/Reuters

O boicote cobrirá o período das partidas da segunda divisão contra o Millwall, no sábado (10), e Sheffield Wednesday, na terça-feira (13).

Posteriormente, o Rangers, da Escócia, cujos atletas também foram vítimas de racismo recentemente, anunciou o mesmo tipo de boicote.

Nesta quarta-feira (7), o Liverpool condenou o abuso racial "abominável" contra Trent Alexander-Arnold, Naby Keita e Sadio Mané nas redes sociais, depois que o trio foi atacado após a derrota por 3 a 1 na Champions League para o Real Madrid.

O trio do Liverpool foi o mais recente de uma longa lista de jogadores que sofreram abusos raciais online no futebol inglês, incluindo Fred, Marcus Rashford e Anthony Martial, do Manchester United, além de Willian e Eddie Nketiah, do Arsenal.

Com os órgãos de futebol ingleses pressionando as empresas de mídia social para lidar com o problema, o Instagram anunciou uma série de medidas e o Twitter prometeu continuar seus esforços após tomar medidas em mais de 700 casos de abusos relacionados ao futebol britânico em 2019.

No mês passado, o ex-atacante do Arsenal e da França Thierry Henry deletou suas contas nas redes sociais para protestar contra as plataformas que não agem contra pessoas por trás de contas anônimas que praticam racismo e bullying online.

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