Descrição de chapéu Tóquio 2020

Para avançar nas Olimpíadas, seleção feminina de futebol precisa parar Barbra Banda

Artilheira da Zâmbia fez dois hat-tricks, e Brasil mostrou fragilidade na defesa

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Josué Seixas
Maceió

A atacante da Zâmbia Barbra Banda sabe fazer gols. Aos 21 anos, ela é um dos destaques do futebol nas Olimpíadas de Tóquio: são dois hat-tricks em dois jogos. É o dobro de gols de Marta nesta edição dos Jogos, por exemplo, e o maior registro goleador individual desde Christine Sinclair, em Londres-2012.

Miedema, da Holanda, também tem seis gols. Já Marta, na contagem geral, incluindo outras edições olímpicas, está a um gol de igualar Cristiane, com 14, como maior artilheira da história da competição.

Nesta terça-feira (27), às 8h30 (Brasília) –Globo, SporTV e Bandsports transmitem–, o Brasil precisará descobrir como parar Barbra para passar de fase, o que traz preocupações ao sistema defensivo da seleção, alvo de críticas após falhas da goleira Bárbara no empate contra a Holanda.

O Brasil é vice-líder do Grupo F, com quatro pontos, e está praticamente classificado para a próxima fase. A líder é a Holanda, com a mesma pontuação, mas saldo de gols melhor.

A Zâmbia, no entanto, ainda tem chances de classificação –dois dos três melhores terceiros lugares avançam para as quartas de final–, assim como a China. As duas seleções empataram em 4 a 4 na última rodada e têm um ponto conquistado em dois jogos.

"É bom fazer história quando se tem a oportunidade, então eu preciso continuar trabalhando duro para quebrar mais recordes. Eu ainda tenho um caminho longo a percorrer, só preciso ser disciplinada porque tenho como objetivo ser a melhor do mundo. Ainda temos esperança e tenho certeza de que vamos conseguir algo no próximo jogo", comentou Barbra em entrevista coletiva.

Barbra Banda se levanta na partida contra a China, pela segunda rodada do Grupo F
Barbra Banda, da Zâmbia, tem seis gols na Olimpíada de Tóquio - Kohei Chibahara - 24.jul.2021/AFP

O Brasil começou bem a campanha em Tóquio ao vencer a China por 5 a 0. Na partida mais difícil do grupo, contra a Holanda, atual campeã europeia e vice-campeã mundial, veio o empate em 3 a 3.

"A gente sabia que seria um jogo difícil. Se a gente pensar em tudo que fizemos na partida, acredito que fizemos um bom trabalho. Lógico que temos muito a melhorar, principalmente o gol que tomamos no comecinho. Temos que estar atentas porque, contra uma equipe qualificada como a Holanda, precisamos estar o tempo inteiro ligadas. Mas conseguimos correr atrás e fazer os gols", disse Marta, após a partida.

Um dos aspectos que o Brasil tem a melhorar é justamente a defesa. Contra a China, a goleira Bárbara foi um dos destaques, mas o bom momento não se repetiu contra a Holanda. Em dois dos três gols, ela chegou a encostar a mão na bola, mas sem a firmeza necessária para evitar os gols. Apesar das críticas, Bárbara será mantida na equipe, afirmou a técnica Pia Sundhage em entrevista coletiva nesta segunda.

"Se você olhar o primeiro jogo da Bárbara [goleada por 5 a 0 sobre a China], ela nos salvou algumas vezes. Contra a Holanda, teve bons momentos também. Você precisa de uma goleira experiente, e não sou fã de mudar uma goleira durante o torneio", disse a treinadora.

Em Tóquio, o Brasil tenta voltar ao pódio olímpico. As únicas medalhas da seleção vieram em Atenas-2004 e Pequim-2008. As duas pratas foram conquistadas em derrotas contra os Estados Unidos.

Em Londres-2012, a seleção foi eliminada nas quartas de final ao perder para o Japão. No Rio, em 2016, foi derrotada pela Suécia nos pênaltis e ficou com o quarto lugar ao perder o bronze para o Canadá.

Sob o comando de Pia, a seleção brasileira acumula 12 vitórias, 6 empates e 2 derrotas. Em Olimpíadas, a treinadora possui currículo invejável, com duas medalhas de ouro dirigindo os EUA (Pequim-2008 e Londres-2012) e uma prata pela Suécia (Rio-2016).

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