Descrição de chapéu F1

Lewis Hamilton diz que o esporte precisa de mais diversidade

No Brasil para o GP de São Paulo de F1, inglês afirma que sente orgulho de promover a inclusão

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São Paulo

No Brasil para a disputa do GP de São Paulo de F1, neste domingo (14), o inglês Lewis Hamilton afirmou que o esporte mundial precisa ser mais inclusivo. Aos 36 anos, ele diz que se orgulha de usar seu sucesso na principal categoria do automobilismo mundial para promover a diversidade.

"A gente precisa que o esporte seja mais diverso, que reflita melhor o mundo como um todo. Isso não é só na nossa indústria [esportiva], mas em todas as indústrias. A gente tem que fazer com que nosso esporte seja mais inclusivo e possa refletir a cara do planeta. Esse tem sido um dos meus objetivos", afirmou o inglês, durante entrevista na tarde desta quarta-feira (10).

Depois de conquistar sete vezes o título mundial, o piloto da Mercedes diz que ainda tem muitas metas na F1 e que uma delas é justamente continuar seu trabalho de promover causas sociais.

Lewis Hamilton defende mais diversidade no esporte
Lewis Hamilton defende mais diversidade no esporte - Edgard Garrido - 7.nov.21/AFP

"Quando comecei nesse esporte, sempre busquei entender qual era o meu propósito. E quando comecei, eu era o único piloto negro. E eu atingi tanto sucesso e tento entender o que isso significa, o que eu vou fazer com isso, e eu percebo que eu sempre tenho um trabalho a mais a fazer. E eu tenho muito orgulho do trabalho que eu tenho feito com a Mercedes, junto aos nossos parceiros, por mais diversidade", disse.

Atualmente, Hamilton também está à frente de um projeto que visa capacitar professores negros nas áreas da ciência, engenharia, matemática e tecnologia.

Com isso, o inglês pretende aumentar a diversidade entre os docentes e incentivar os alunos negros a ter mais interesse em tais disciplinas. É a primeira iniciativa de sua instituição, a Mission 44, que conta com parceria do instituto Teach First.

"​Essa é a maior fonte de orgulho para mim. A gente está só no início desse trabalho", disse. "Nós tivemos também o aprendizado com o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), e através disso a gente aprendeu que não é só no ensino que tem barreiras, mas é uma questão sistêmica. E isso não é só no Reino Unido, isso é no planeta inteiro. O Brasil, por exemplo, tem uma população negra muito grande."

Fã declarado de Ayrton Senna, Hamilton também demonstrou ter uma forte ligação com outros esportistas do Brasil, como Neymar, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira, atletas que ele admira.

"Eu tenho muito contato com o Neymar. Falei com ele hoje, inclusive. Sei que o futebol é uma paixão dos brasileiros, mas eu também sei que vocês têm surfistas incríveis aqui, o Gabriel Medina, o Ítalo Ferreira, gosto muito de assistir o desempenho deles que é inspirador", afirmou o piloto inglês.

Por fim, Hamilton também destacou como o Mundial de F1 de 2021 tem sido um dos mais competitivos dos últimos anos. Atualmente, ele é o vice-líder, com 293,5 pontos, e está atrás de Max Verstappen, da Red Bull, que soma 312,5.

"Esse ano é uma das épocas mais interessantes pela competitividade. Os times estão muito competitivos. E nós temos uma batalha muito acirrada com os outros times."

A largada do GP de São Paulo neste domingo (14), em Interlagos, será às 14h. A Band transmite.

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