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Barty tenta confirmar domínio e garantir festa local no Australian Open

Australiana pode encerrar jejum de 44 anos das tenistas do país; americana Collins é a desafiante

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São Paulo

A australiana Ashleigh Barty, 25, já conquistou títulos em Roland Garros e Wimbledon e contabiliza 112 semanas como líder do ranking feminino. No sábado, às 5h30 (de Brasília), ela poderá escrever mais um capítulo marcante de sua trajetória no tênis na final do Australian Open. A ESPN transmite a partida.

Favorita das casas de apostas desde o início do Grand Slam em Melbourne, Barty enfrentará a norte-americana Danielle Collins, 28, após ter percorrido uma trajetória impecável no torneio.

Ao longo de seis partidas vencidas com tranquilidade, ela cedeu apenas 21 games para as adversárias, média de 3,5 por confronto. Nesta quinta, a vítima foi a americana Madison Keys, que também estava invicta no ano, mas acabou derrotada por 6/1 e 6/3.

Com seu jogo de golpes variados, Barty tenta ser a primeira tenista local a vencer o Grand Slam australiano desde Chris O'Neil, em 1978. Até esta semana, ela havia chegado uma vez às semifinais (2020) e outras duas às quartas (2019 e 2021).

Ashleigh Barty em ação na vitória sobre Madison Keys na semifinal do Australian Open
Ashleigh Barty em ação na vitória sobre Madison Keys na semifinal do Australian Open - Loren Elliott/Reuters

A expectativa dos torcedores em Melbourne é enorme, ainda mais com as atuações dominantes da número 1. Ela tenta colocar os pés no chão, mas quer abraçar a oportunidade e admite estar ansiosa para encerrar o jejum de 44 anos.

"Estou feliz por poder jogar o meu melhor tênis aqui. Já tive bons resultados antes, mas agora temos a oportunidade de disputar um título. Sábado será uma experiência nova para mim. Então eu vou lá, sorrio e tento fazer o melhor que posso. Foi um janeiro incrível, um verão incrível para nós", afirmou.

Collins, 28, entrou no torneio como 30ª colocada do ranking e atingirá pelo menos o top 10 com a vaga na final, melhor posição de sua carreira. Ela jogou tênis na universidade até 2015 e teve grande destaque pela primeira vez no circuito profissional ao chegar às semifinais na Austrália em 2019. Em 2020, fez quartas em Roland Garros.

No ano passado, a americana precisou de cirurgia para tratar uma endometriose e ficou sete semanas afastada das quadras. Após o retorno, conquistou os dois primeiros títulos no circuito. "Agora eu sou capaz de viver minha melhor vida e me sentir como uma pessoa normal", disse.

"Além da cirurgia, fiquei muito mais forte fisicamente nos últimos dois anos. Melhorei meu condicionamento e minha forma física. Isso tem sido uma das áreas mais importantes do meu treinamento e foco, e se transferiu para o meu tênis", explicou.

Dona de saques e golpes potentes, Collins tem um jogo que pode ser intimidador, mas também está sujeita a cometer um grande número de erros se não está num bom dia. Felizmente para ela, não foi o que ocorreu na semifinal contra a polonesa Iga Swiatek, em que passou por cima da nona colocada do ranking e venceu por 6/4 e 6/1.

O histórico do confronto entre as finalistas aponta três vitórias para Barty e uma para Collins.

Na sequência da decisão feminina, o público poderá ver um confronto em que a festa já está garantida. Duas duplas masculinas totalmente australianas disputarão o troféu.

De um lado, os amigos de longa data Thanasi Kokkinakis, 25, e Nick Kyrgios, 26. Nenhum deles costuma se dedicar às duplas, mas eles entraram na chave com um convite e bateram as principais parcerias do mundo pelo caminho. Também ganharam o público com a irreverência característica. Seus adversários são os compatriotas Matthew Ebden, 34, e Max Purcell, 23.

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