Azpilicueta, batido pelo Corinthians, volta ao Mundial com outro prestígio

Coadjuvante do Chelsea em 2012, lateral agora é capitão e pode cruzar caminho do Palmeiras

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São Paulo

Muita coisa mudou, como não poderia ser diferente, desde que o Chelsea participou do Mundial pela última vez, em 2012. Treinadores e jogadores chegaram e saíram. O centroavante Lukaku chegou, saiu e chegou de novo.

Só uma peça foi mantida durante todo esse período: César Azpilicueta. O lateral direito espanhol, que esteve na derrota para o Corinthians na decisão de nove anos atrás, é hoje o capitão do time inglês que busca novamente o título mundial –e pode frustrar a tentativa do Palmeiras, que tem o mesmo objetivo.

O defensor chegou ao Chelsea há uma década, então com 22 anos, inicialmente com a missão de ser o reserva do experiente Branislav Ivanovic na lateral direita. Ele despertara o interesse dos londrinos por suas atuações com a camisa do Olympique de Marselha.

Azpilicueta comemora a conquista da Champions League
Capitão, Azpilicueta ergue troféu da Champions League - Manu Fernandez - 29.mai.21/Reuters

Substituir Ivanovic foi exatamente o que fez no duelo com o Corinthians, no Japão. Pouco conseguiu nos dez minutos em que permaneceu em campo e agora espera contribuir de maneira mais significativa em seu segundo Mundial, nos Emirados Árabes Unidos.

Classificada diretamente para as semifinais, a equipe azul fará a sua estreia na próxima quarta-feira (9), ainda sem adversário definido. O que está definido é que, se o Chelsea vencer naquele dia e no sábado subsequente (12), quem levantará a taça será Azpilicueta.

O jogador se firmou como líder e também na lateral direita. Entre o Mundial de 2012 e o de 2021, ele passou por todas as posições da defesa e, mesmo destro, chegou a se destacar na lateral esquerda. Agora, está de volta ao setor que ocupava no início da carreira, no espanhol Osasuna.

Enquanto rodava pela zaga, o atleta nascido na pequena Zizur Mayor foi empilhando títulos. Ganhou o Campeonato Inglês duas vezes, triunfou também na Copa da Inglaterra, levou duas edições da Europa League e atingiu a maior glória erguendo o troféu da última Champions League.

"Azpi é um jogador fantástico porque pode jogar em funções diferentes", elogiou o treinador italiano Antonio Conte, que o dirigiu entre 2016 e 2018. "É rápido, tem boa técnica e bom posicionamento. E um jogador inteligente."

Seu atual comandante, o alemão Thomas Tuchel, também faz questão de louvar suas qualidades com frequência. "Ele é um capitão fantástico, um grande jogador e um cara muito bom também", afirmou.

Presença constante nas seleções de base da Espanha, Azpilicueta esteve na equipe principal de seu país na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. E cumpriu a previsão feita por Jean-Claude Dassier, presidente do Olympique, que, quando o vendeu ao Chelsea, imaginou um futuro de seleção.

A projeção foi ironizada por Eric Di Meco, ex-jogador francês que trabalhava como comentarista da rádio Monte Carlo. Ele disse que comeria um rato se isso acontecesse e teve de cumprir o trato: em um programa na rádio RMC, degustou um roedor cozido com maçãs.

Calado esse crítico, o atleta construiu uma carreira sólida no Chelsea e, aos 32 anos, é uma das mais respeitadas figuras do elenco azul. Agora, em 2022, possivelmente contra o Palmeiras, ele busca o que não conseguiu em 2012, contra o Corinthians.

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