Descrição de chapéu tênis Guerra na Ucrânia

Roland Garros admite tenistas sem vacina, como Djokovic, e russos, como Medvedev

Dois melhores do mundo corriam risco de não jogar, mas torneio diz que permitirá participação, por enquanto

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São Paulo

Tenistas não vacinados contra Covid-19 e atletas russos e belarussos serão permitidos no segundo Grand Slam do ano, o torneio de Roland Garros. Ao menos, é o que afirma a organização do evento até o momento.

A decisão foi anunciada pela Federação Francesa de Tênis, que organiza a competição, com disputa prevista para o período de 22 de maio a 5 de junho deste ano.

Assim, Novak Djokovic, 34, que foi proibido de disputar o Australian Open no início do ano por não estar vacinado contra o coronavírus, poderá participar do torneio. Atual campeão de Roland Garros, ele busca seu terceiro título na França para igualar o recorde de Slams de Rafael Nadal, que foi campeão na Austrália e chegou a 21 troféus.

Medvedev (dir.) derrotou Djokovic (esq.) na final do último US Open, em 2021
Medvedev (dir.) derrotou Djokovic (esq.) na final do último US Open, em 2021 - Matthew Stockman - 12.set.2021/AFP

"Neste momento, nada impede que Djokovic participe do torneio", afirmou a diretora do evento, Amelie Mauresmo, nesta quarta-feira (16).

"É necessário ter estrita neutralidade com os jogadores russos e belarussos", completou Amélie Oudéa-Castéra, diretora-geral, garantindo por enquanto que atletas como o atual número 1 do mundo, Daniil Medvedev, 26, da Rússia, poderão participar do torneio.

A afirmação é importante porque os dois países vêm sofrendo sanções comerciais e também no meio do esporte em razão da guerra na Ucrânia. Na F1, por exemplo, o piloto russo Mazepin foi demitido de sua escuderia; no futebol, o dono do Chelsea, Roman Abramovich, teve seus bens congeladas e o clube perdeu patrocinadores, além de também sofrer restrições de operação, desde o início do conflito.

Medvedev, por outro lado, recentemente assumiu o posto de melhor do mundo (mas deixará a posição já na próxima semana, quando será ultrapassado justamente pro Djokovic) e vem sendo aplaudido em torneios —mas evitou, até agora, tecer comentários mais assertivos acerca da invasão russa.

A direção de Roland Garros deixou claro que o posicionamento vale para "este momento", conforme afirmou o presidente da Federação Francesa de Tênis, Gilles Moretton.

"Ainda há um vírus circulando e temos que ser cautelosos. Se as coisas começarem a piorar de novo e o governo precisar criar novas medidas [restritivas], nós não seremos exceção a essas regras", completou, sobre o caso de Djokovic.

Atualmente, a França não exige a comprovação de vacina para entrar no país ou em eventos esportivos. Mas o tenista sérvio, por exemplo, ficou fora dos recentes torneios de Indian Wells e Miami, ambos nos EUA, porque o país não permite a entrada de pessoas que não comprovem sua imunização.

Ele, que diz não ser contra a vacina (mas, até onde se sabe, optou por não se imunizar), também é sócio de uma empresa que tenta desenvolver medicamentos alternativos contra o coronavírus.

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