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27/03/2011 - 08h30

Briga entre técnico e levantadora aquece Superliga

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MARCEL MERGUIZO
DE SÃO PAULO

A briga entre uma das principais levantadores do país e seu treinador, durante o jogo, esquentou as últimas semanas da Superliga feminina de vôlei.

A calmaria aparente do início dos mata-matas em uma competição que tem os mesmos finalistas nas últimas seis temporadas, com Rio de Janeiro ou Osasco campeões há oito, foi quebrada pela emergente equipe de Macaé.

CBV/Divulgação
Levantadora Camilla Adão em jogo do Macaé
A levantadora Camilla Adão em jogo do Macaé

No antepenúltimo jogo do returno, a levantadora Camilla Adão e o técnico Alexandre Ferrante discutiram em quadra, a jogadora foi substituída e o time fluminense venceu de virada a partida contra o Vôlei Futuro, terceiro colocado. Este, o mesmo adversário deste domingo, em Araçatuba, agora pelas quartas de final.

Camilla Adão --que já foi campeã da Superliga pelo Rio de Janeiro e é a capitã da seleção brasileira militar campeã do mundo-- não foi relacionada para o jogo seguinte. E, na última partida do segundo turno, ficou no banco.

Boatos de que a levantadora não teria aceito a reserva e ameaçava deixar a equipe começaram a circular. O presidente do Macaé Sports, Carlos José Souza Silva, precisou publicar nota desmentindo a deserção da atleta.

Macaé Sports/Divulgação
Técnico Alexandre Ferrante, do Macaé
O técnico Alexandre Ferrante, do Macaé

"Estamos acima das expectativas na Superliga [sexto colocado na primeira fase, na Superliga 2009/2010 foram 12º], e o histórico dela é maravilhoso. Houve ansiedade em determinado momento e ela teve um destempero em quadra. Para que não haja transgressão de autoridade, ela saiu do time", explica o treinador, que revela ter sido pressionado por torcedores da cidade após a decisão de afastar a titular.

A atleta não foi relacionada para a partida seguinte à briga, contra o Osasco (vitória por 3 a 1). Com a boa atuação, a levantadora reserva (Luiza) assumiu o posto contra o Pinheiros (derrota por 3 a 0), quando ambas equipes já estavam classificadas.

Para este domingo, Camilla Adão deve ser titular, mas Ferrante diz que conta com as duas levantadoras.

"A poeira já abaixou. Confusões acontecem. A gente teve a discussão, saí, conversei com ele [o técnico] e com o presidente e eles disseram que não gostaram da minha atitude. Mas em nenhum momento me recusei a jogar", afirma Camilla, filha do ex-atacante da seleção brasileira Claudio Adão.

300.Anos Zumbi: o jogador de futebol Cláudio Adão, negro, e sua mulher Paula Barreto, branca, com os filhos mulatos Camila e Felipe, que no Censo foram considerados negros. [FSP-Racismo Cordial-25.06.95]
O ex-jogador do Santos e Flamengo Cláudio Adão, a mulher, Paula Barreto, e os filhos Camilla e Felipe, em 1995

"Meu pai estava presente e me ajudou muito me acalmando", diz a levantadora, após receber conselhos.

Uma das companheiras de Camilla no Macaé, a oposta Monique Pavão conta que a levantadora ficou triste nos primeiros dias mas está com ânimo renovado após a semana sem jogos.

Ambas foram campeãs juntas no Rio de Janeiro e treinam com o técnico Alexandre Ferrante desde as categorias de base, ainda no Fluminense. "Talvez essa intimidade e liberdade tenha feito com que acabássemos brigando em quadra. Era um momento de tensão. Está tudo bem", conclui Camilla.

A atleta tem contrato com o Macaé até o final desta temporada e ainda não sabe se continuará na equipe fluminense no segundo semestre.

 

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