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EUA estreiam na Copa em Natal, base militar na Segunda Guerra

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O meia Michael Bradley, 26, tem uma razão para considerar especial a estreia dos EUA, em Natal.

A cidade ajudou seu país e seu avô a vencerem a Segunda Guerra Mundial.

Jerry, avô de Bradley, foi fuzileiro naval e lutou pelos aliados. Não combateu em Natal, como o neto fará. Mas a capital potiguar auxiliou os americanos no que ficou conhecido como "Trampolim para a Vitória".

Ponto da América do Sul mais perto da África, a capital do Rio Grande do Norte foi base dos EUA de 1942 a 1945.

Os aviões vindos dos EUA eram reabastecidos na cidade e seguiam para o Senegal, de onde partiam para o ataque contra os nazistas.

E nesta segunda (16), na Arena das Dunas, outros africanos estarão no caminho americano: os de Gana.

É a terceira vez consecutiva que os países se encontram em Copas. E, nas duas últimas, os americanos foram eliminados pelos ganenses. Em 2010, nas oitavas de final. Em 2006, na fase de grupos.

Para o técnico dos EUA, Jurgen Klinsmann, porém, o jogo desta segunda "não é uma revanche".

"Começamos do zero e estamos muito confiantes", disse o alemão, campeão mundial como jogador em 1990.

20 MIL

Durante a Segunda Guerra Mundial, estima-se que 10 mil americanos vivessem em Natal. A cidade, à época, tinha cerca de 55 mil habitantes. Hoje tem mais de 800 mil.

E há outra invasão americana prevista para esta segunda-feira, com a chegada de mais de 20 mil torcedores para a partida.

"Muitos costumes americanos foram incorporados pela população de Natal. Aqui foi a primeira cidade do Brasil a ter Coca-Cola, chicletes, calça jeans", diz o professor de história da UFRN Luis Eduardo Suassuna, 55.

Ele ainda se lembra de uma expressão criada na cidade para denominar os bailes populares organizados pelos americanos, mas que os brasileiros podiam frequentar, por isso chamados de "for all" (surgia ali o forró).

Suassuna conta que eram cerca de 200 decolagens diárias na base aérea que os americanos construíam na cidade –o local transformou-se no aeroporto que, hoje, recebe as seleções da Copa.

A ligação da cidade com os Estados Unidos foi ainda mais marcante em 28 de janeiro de 1943, quando os presidentes Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas encontraram-se na Rampa.

No complexo para pouso de hidroaviões e aviões em Natal foi acordada a entrada do Brasil na Segunda Guerra.

Roosevelt chegou sem aviso público à cidade.

A Casa Branca informou que Joe Biden, atual vice-presidente dos EUA, assistirá à estreia do país na Copa. Estrelas como a cantora Katy Perry e a atriz Julia Roberts também estarão no jogo.

Sete décadas depois, uma nova invasão acontece.

1º.fev.43/Associated Press
 Roosevelt (no banco da frente) e Vargas (atrás), em Natal
Roosevelt (no banco da frente) e Vargas (atrás), em Natal
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