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Isaquias estreia na canoagem para embalar sonho de pódio triplo

Às 9h08 desta segunda-feira (15), Isaquias Queiroz larga na raia 3 do percurso desenhado na Lagoa Rodrigo de Freitas em direção à história.

O baiano de 22 anos é a principal revelação do país no ciclo olímpico e estreia na canoagem velocidade dos Jogos Olímpicos do Rio na prova C1 1.000 m carregando a esperança de um desempenho notável e um sonho pessoal.

Isaquias disputará três provas na Olimpíada. Além da distância de estreia, que terá eliminatórias e semifinais nesta segunda e final na terça (16), ele competirá no C1 200 m e no C2 1.000 m (com Erlon Souza) ao longo da semana. 

Entre 2013 e 2015, ele foi medalhista em Campeonatos Mundial em todas elas.

Caso vá aos três pódios, favorito que é, ele pode se tornar o primeiro brasileiro com três medalhas numa única edição dos Jogos. No íntimo, ele nutre uma ambição que transcende os metais, embora dependa da obtenção deles.

"Espero carregar a bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento da Olimpíada. Mas, para isso, preciso estar com as três medalhas no peito e ser um dos grandes nomes dos Jogos. Espero voltar para casa com dever cumprido", afirmou o canoísta, em entrevista à Folha. "Eu gosto de festa, pra caramba, e quero fazer a minha no Rio."

Na infância, Isaquias sobreviveu a dois momentos difíceis: primeiro, uma panela de água fervente caiu sobre ele e ficou semanas internado. Depois, devido à queda de uma árvore, teve de retirar um rim.

Em meio aos dramas pessoais, a trajetória na canoagem foi acidentada. Depois de descoberto em projeto social em seu berço, passou por Pindamonhangaba (SP) e São Paulo. "Não tinha ritmo nem vontade de competir ou treinar. Só sentia saudade de casa."

Destaque no Mundial júnior de 2011, o baiano ficou fora dos Jogos de Londres, no ano seguinte. Flertou com a aposentadoria precoce e com a possibilidade de voltar a Ubaitaba, sua cidade natal.

Sua maré de baixa começou a mudar no início de 2013, quando o técnico espanhol Jesús Morlán chegou ao Brasil. A parceria se afinou logo de cara. O ibérico recuperou a motivação do novo pupilo, que despontou. Além de ir ao pódio em todos os Mundiais do ciclo, também levou dois ouros no Pan de Toronto.

"Há quatro anos, nem passava pela minha cabeça competir nos Jogos do Rio ou ser um dos caras mais falados da delegação brasileira", afirmou.

No treino que a reportagem acompanhou em junho, em Lagoa Santa (MG), base da seleção brasileira, a confiança em medalhas estava no auge.

"Quero ganhar as três medalhas. Não é impossível", disse o baiano. Se conseguir, é praticamente certo que se insere entre os nomes favoritos para levar a bandeira no encerramento, no próximo dia 21.

O fechamento do ciclo será marcado, ainda, na pele. Além de uma tatuagem maori, uma de um autorretrato e os nomes dos pais, Isaquias quer desenhar aros olímpicos no peito.

O Brasil aguarda ansioso.

Editoria de Arte/Folhapress
Tudo sobre Canoagem de Velocidade - prova do brasileiro Isaquias Queiroz
Tudo sobre Canoagem de Velocidade - prova do brasileiro Isaquias Queiroz

A PROGRAMAÇÃO DE ISAQUIAS QUEIROZ
Segunda (15)
Eliminatórias C1 1.000 m - 9h
Semifinais C1 1.000 m - 10h30

Terça (16)
Final C1 1.000 m - 9h08

Quarta (17)
Eliminatórias C1 200 m - 9h08
Semifinais C1 200 m - 10h42

Quinta (18)
Final C1 200 m - 9h23

Sexta (19)
Eliminatórias C2 1.000 m* - 9h21
Semifinais C2 1.000 m* - 10h21

Sábado (20)
Final C2 1.000 m* - 9h22

*Em parceria com Erlon Souza

Que esporte é esse? - Olimpíada - Folha de S.Paulo

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