Publicidade
Publicidade

'Contra a parede', Bernardinho tenta evitar pior campanha dele e do vôlei

Bernardinho está em sua oitava Olimpíada e, pela primeira vez, pode ser eliminado sem mesmo ficar entre os oito melhores da competição.

Dono de cinco medalhas olímpicas (um ouro, duas pratas e dois bronzes) como treinador além de um vice e um quinto lugar como jogador, o carioca de 56 anos está contra a parede nesta segunda-feira (15).

Às 22h35, a seleção masculina de vôlei que ele comanda encara a França em duelo que pode eliminar um dos dois favoritos à medalha nos Jogos do Rio.

Líder do ranking mundial, o Brasil venceu os dois primeiros jogos no Rio (México e Canadá), mas perdeu os seguintes (EUA e Itália).

Assim, o Grupo A ficou com quatro seleções empatadas (EUA, França, Canadá e Brasil) com seis pontos e apenas a Itália, invicta, já com a primeira colocação e a vaga assegurada nas quartas de final. Os quatro primeiros avançam e os dois últimos são eliminados.

Se vencer a França, o Brasil passa de fase. Se perder, depende de uma combinação de resultados que, basicamente, passa por torcer por mexicanos ou italianos.

"Vamos relaxar, deixar os jogadores mais soltos, fazer com que eles acreditem, se soltem para isso. Não sintam pressão excessivas, cobrança tem de ser positiva. É reagrupar e encarar que segunda-feira é decisão. Vida ou morte. Estamos com as costas na parede", disse Bernardinho.

A partida contra os franceses encerra a rodada, ou seja, a equipe de Bernardinho jogará sabendo do que precisa em quadra.

EUA e México jogam às 11h35. Os mexicanos já estão eliminados, com quatro derrotas em quatro jogos. Os americanos precisam de uma vitória simples para avançar (o que deve acontecer).

No início da sessão noturna, às 20h30, os italianos, já classificados, encaram os canadenses, que precisam da vitória. O treinador Gianlorenzo Blengini já indicou que vai poupar jogadoras neste jogo. Assim, em caso de derrota, a Itália coloca pressão sobre os rivais franceses e brasileiros, que entram em quadra na partida seguinte.

Além da possibilidade de fazer sua pior campanha em Olimpíadas, Bernardinho pode estar à frente do maior fracasso da seleção masculina de vôlei em uma edição dos Jogos.

O Brasil é o único país a estar presente nas 14 Olimpíadas desde que o vôlei foi introduzido em Tóquio-1964, quando foi sétimo.

No México-1968, a pior campanha, com uma nona colocação. Se for derrotado pela França e a combinação de resultados não ajudar, o time repetirá o nono lugar, desta vez em casa.

Desde Barcelona-1992, quando foi introduzido o atual sistema de disputa, com 12 seleções, dois grupos, e classificações para quartas, semi e final, os brasileiros sempre estiveram ao menos entre os seis primeiros. Ou seja, nunca caíram na primeira fase, como pode acontecer no Maracanãzinho nesta segunda.

"Essa geração foi consistente se olhar o ciclo todo, mas bateu na trave [duas pratas olímpicas e uma mundial]. Fica a expectativa. Normal a torcida querer isso, está em casa, cria mais expectativa, tem mais gente em entusiasmo, empolgação, tudo. Jogos Olímpicos têm um peso. Difícil explicar o que é, existe alguma coisa", afirmou o técnico do Brasil, tentando explicar a campanha no Rio.

Bernardinho jogou duas Olimpíadas como jogador, ficou em quinto em Moscou-1980 e foi prata em Los-Angeles-1984. Depois, ele dirigiu a seleção feminina nos Jogos de Atlanta-1996 e Sydney-2000 (com dois bronzes). Com a seleção masculina, Bernardinho comandou a equipe campeã olímpica em Atenas-2004, depois foi prata em Pequim-2008 e Londres-2012. Agora, em casa, tenta evitar o pior.

Vôlei masculino - Colocação da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos

*

O QUE A SELEÇÃO MASCULINA PRECISA PARA SE CLASSIFICAR ÀS QUARTAS

- Vencer a França, independentemente de outros resultados do grupo;

- Se a Itália vencer o Canadá por 3 a 0 ou 3 a 1, o Brasil pode até perder para a França, desde que por 3 a 2;

- Se o México vencer os EUA por 3 a 0 ou 3 a 1, o Brasil pode até perder para a França, desde que por 3 a 2;

- Se os EUA perderem para o México por 3 a 2, o Brasil pode até perder para a França, desde que por 3 a 2.

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade