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Hackers invadem Wada e divulgam suposto doping de Biles; EUA rebatem

A Wada (Agência Mundial Antidoping) teve seu sistema invadido por hackers russos nesta terça-feira (13). O grupo Fancy Bear assumiu a autoria do ataque e divulgou supostos documentos que comprovariam o uso de substâncias ilícitas por quatro importantes atletas dos Estados Unidos: a ginasta Simone Biles, as tenistas Serena e Venus Williams e a jogadora de basquete Elena Delle Done.

Em comunicado, a Wada admitiu a invasão de seu sistema, mas não confirmou os atletas que tiveram seus documentos roubados e nem seu conteúdo. A entidade, porém, afirmou que os arquivos faziam parte de um sistema criado para o Comitê Olímpico Internacional durante a Rio-2016.

"A Wada confirma que um operador grupo espionagem cibernética russo que atende pelo nome de Tsar Team (APT28), também conhecido como Fancy Bear, ilegalmente ganhou acesso a Administração Anti-Doping da Wada e Sistema de Gestão (ADAMS) banco de dados do Comitê Olímpico Internacional (COI) —criado conta para os Jogos Rio-2016", diz a agência em comunicado oficial divulgado nesta terça (13).

Rebecca Blackwell/Associated Press
Simone Biles exibe medalha de ouro conquistada na Olimpíada
Simone Biles exibe medalha de ouro conquistada na Olimpíada

A Agência Antidoping dos Estados Unidos divulgou uma nota e defendeu os atletas do país. "É impensável que, em meio ao movimento olímpico, hackers terem como obter ilegalmente informações médicas confidenciais em uma tentativa de manchar atletas e fazer com que eles tivessem feito algo errado."

O Kremlin, por sua vez, negou qualquer envolvimento dos serviços de inteligência da Rússia no ataque cibernético sofrido pela Wada. "Sem nenhuma sombra de dúvidas, não se pode nem falar de qualquer envolvimento de Moscou, do governo e dos serviços russos em ações deste tipo", disse aos jornalistas o porta-voz Dmitri Peskov.

AMEAÇAS

Segundo a Wada, foram divulgados dados de atletas, incluindo documentos médicos confidenciais, como informações de utilização de medicamentos, entregues pelas federações internacionais e nacionais relacionadas aos Jogos do Rio. O grupo ainda faz ameaças de novas revelações.

"A Wada lamenta profundamente a situação e está muito preocupada com a ameaça que divulgação de informações confidenciais sejam divulgadas por um ato criminoso e está preocupada com o que isso representa a atletas", disse o diretor geral da entidade, Olivier Niggli. "A Wada condena o ataque e cuidará quanto a essa tentativa de minar a Wada e o sistema global antidoping", completou.

Segundo o grupo, há documentos que autorizam atletas norte-americanos a usar medicamentos que estão na lista de substâncias dopantes da agência.

"Hoje nós gostaríamos de mostrar a vocês sobre os métodos sujos que são usados pelo time olímpico dos Estados Unidos para ganhar. Depois de estudos detalhados dos documentos hackeados da Wada, nós percebemos que dezenas de atletas americanos testaram positivo. Medalhistas olímpicos usaram drogas ilícitas justificadas por certificados de aprovação de uso terapêutico. Em outras palavras, eles conseguiram uma licença para o doping", escreve o grupo.

Reprodução
Documentos divulgados por hackers mostram suposto doping de Simone Biles
Documentos divulgados por hackers mostram suposto doping de Simone Biles

Os documentos exibidos pelos hackers mostram que Simone Biles teria testado positivo para metilfenidato, um estimulante leve do sistema nervoso central, durante a Rio-2016 (em 11 de agosto de 2016). A ginasta ainda estaria tomando anfetamina por um tempo e o documento que mostra o medicamento é de 2012.

A jogadora de basquete Elena Delle Donne também teria usado anfetamina e outros estimulantes no período da Olimpíada (documento com data de 20 de agosto de 2016). Ainda de acordo com o grupo, ela toma hidrocortisona desde 2014.

Serena Willians teria tomado oxicodona e a hidromorfona, medicamentos que tratam dores, além de prednisona, prednisolona e metilprednisolona no período de 2010 a 2015. Sua irmã, Venus Williams, estaria na lista por conta de substância como prednisona, prednisolona, triancinolona e formoterol, também de 2010 a 2015.

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Documentos divulgados por hackers mostram suposto doping de Serena Williams
Documentos divulgados por hackers mostram suposto doping de Serena Williams
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