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Morte de iraniano após acidente em prova é a 1ª da história da Paraolimpíada

Craig Spence, chefe de mídia do Comitê Paraolímpico Internacional, afirmou à Folha que a morte do iraniano Bahman Golbarnezhad, 48, foi a primeira na história paraolímpica durante uma competição.

Jornalistas iranianos disseram à reportagem que o atleta já havia sofrido outros acidentes, inclusive em corridas, e que a saúde de Golbarnezhad não era das melhores. Eles consideraram a morte uma fatalidade e "força do destino".

O para-atleta morreu neste sábado (17) ao sofrer uma queda durante a prova de ciclismo de estrada da Paraolimpíada do Rio.

O acidente aconteceu no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade.

Ele bateu a cabeça numa pedra na descida de Grumari, um dos locais mais rápidos do circuito montado pelos organizadores.

Divulgação
Ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad
Ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad

Com traumatismo craniano, o ciclista foi levado de ambulância para um hospital nas imediações do acidente, mas não resistiu. Ele sofreu uma parada cardíaca antes de chegar na unidade.

Golbarnezhad não tinha a perna esquerda e usava uma prótese. A queda ocorreu no final da disputa de 15 km.

O acidente fatal com o iraniano aconteceu um dia antes do encerramento da Paraolimpíada.

Na quarta, ele ficou em 14º lugar na corrida contrarrelógio.

O Comitê Paraolímpico Iraniano ainda não se pronunciou sobre a morte do ciclista. Nesta tarde, o Irã decide contra a seleção brasileira a medalha de ouro no futebol para deficientes visuais.

De noite, os iranianos pretendem realizar uma cerimônia no prédio da delegação dentro da Vila dos Atletas.

Golbarnezhad participou dos Jogos de Londres, em 2012. Ele ficou em 23º lugar na prova de estrada. Na perseguição contrarrelógio de 1.000m, o iraniano ficou em 18º lugar em 2012.

O ciclismo protagonizou acidentes graves nos Jogos Olímpicos do Rio.

A holandesa Annemiek van Vleuten sofreu três fraturas na espinha dorsal ao cair da bicicleta durante a prova de estrada. Ela ficou internada na UTI de um hospital carioca, mas foi liberada dias depois.

O circuito do Rio foi considerado um dos mais bonitos e perigosos da história olímpica.

Van Vleuten liderava a prova quando, a 10 km do final, perdeu a tangência em uma curva e acabou escapando da pista. A holandesa caiu de cabeça em uma sarjeta e permaneceu imóvel no local da queda.

Em 2007, o argentino Carlos Raul Maslup, 48, medalhista de bronze no tênis de mesa nos Jogos Parapan-Americanos, sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) um dia antes do final do evento. Quatro dias depois, ele morreu num hospital público do Rio.

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