Descrição de chapéu Folha, 100 Primeira vez

Oscar apareceu pela 1ª vez na Folha em 1930 ao falar de 'estrella' de apenas 23 anos

Menção se deu exatos 91 anos antes da atual edição do prêmio, que ocorre neste domingo (25)

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São Paulo

O Oscar, que tem na noite deste domingo (25) a sua 93ª edição, é realizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas desde 1929. Nas páginas da Folha da Noite, sua primeira menção se deu há exatamente 91 anos, em 25 de abril de 1930.

A Folha da Noite se tornaria Folha de S.Paulo em 1960, com a junção das também irmãs Folha da Manhã e Folha da Tarde em um único jornal.

Naquela ocasião, o jornal abordava a estreia em São Paulo da comédia musical “O Sonho que Viveu”, dirigido por David Butler, com destaque para o trabalho da atriz Janet Gaynor (1906-1984).

retrato em preto e branco de mulher com óculos escuros e colar de pérolas em saguão de aeroporto
A atriz norte-americana Janet Gaynor no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 1960; ela seguia para sua fazenda em Anápolis (GO) - Folhapress - 11.abr.1960

Ela havia sido a primeira a ganhar a estatueta como atriz, em 1929, por seus trabalhos em três produções nos anos de 1927 e 1928: “Sétimo Céu”, “O Anjo das Ruas” e o clássico “Aurora”. Foi a única vez em que uma atriz recebeu um Oscar por mais de um papel.

Para se tornar vencedora, Gaynor tinha desbancado a concorrência de Louise Dresser, indicada por “A Outra Pátria”, e Gloria Swanson, de “Sedução do Pecado”.

Ao contrário de muitas outras estrellas de téla silenciosa que estão condemnadas a desaparecer, Janet Gaynor está predestinada a alcançar maiores glorias nesta nova feição da arte cinematographica

Folha da Noite

texto sobre Janet Gaynor em edição de 1930

À época com apenas 23 anos, Gaynor era descrita como “uma das estrellas de maior grandeza de Hollywood”, conforme a grafia da época.

“Janet, profundamente modesta, seria a última pessoa a reclamar para si a fama cinematographica ou alardear que lhe fora conferida a medalha da Academia de Arte e Sciencia Cinematographica, pela melhor representação realisada em 1928, o que todos os que labutam na vida do cinema, ambicionam conquistar”, dizia o texto.

Dividindo a tela com Charless Farrell (1900-1990) em “O Sonho que Viveu”, Gaynor foi elogiada pela Folha da Noite.

“O trabalho [...] demonstra que, ao contrário de muitas outras estrellas de téla silenciosa que estão condemnadas a desaparecer, Janet Gaynor está predestinada a alcançar maiores glorias nesta nova feição da arte cinematographica.”

Em 1937, ela atuou em “Nasce uma Estrela”, história sobre jovens aspirantes a cantoras e atrizes, que foi filmada outras três vezes posteriormente, com Judy Garland (1954), Barbra Streisand (1976) e Lady Gaga (2018).

Curiosamente, entre outras aparições que faria nesta Folha, Gaynor foi flagrada em terras brasileiras, em 1960.

Uma nota da edição de 12 de abril daquele ano registrava: “‘Não me fotografe de perto, por favor’ - disse sorrindo à reportagem a atriz cinematográfica norte-americana Janet Gaynor, que passou ontem à tarde pelo aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ela estava acompanhada do produtor de cinema Richard Holliday. Janet Gaynor dirigia-se a Anápolis, no estado de Goiás, onde possui uma fazenda de 50 alqueires e onde passa boa parte do ano”.​

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