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Brasil
12/02/2001 - 00h08

Repercussão internacional: Disputa no Senado pressiona governo

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do "The New York Times"
publicado na Folha de S.Paulo

Para o "Times", as eleições no Congresso colocam o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), em "uma conjuntura muito desconfortável, que desafia todas as habilidades de construir reis e de lutar nas trincheiras políticas que o tornaram famoso".

O jornal relata a disputa pessoal entre ACM e Jader Barbalho (PMDB-PA), favorito na disputa pela cadeira do pefelista, que causou a crise na base governista.

"Magalhães procurou torpedear a candidatura brandindo contra Barbalho expressões como "ladrão, mentiroso, gatuno" e outras ainda mais coloridas. Mas, tendo como desafeto um jogador político tão poderoso, o único resultado até agora tem sido levar a coalizão governista ao impasse."

O jornal lembra o papel de ACM apoiando o governo durante os processos de privatização e de aprovação da reforma da Previdência, e menciona as dificuldades do governo em conviver com um aliado polêmico. "Ninguém na oposição ataca ou insulta o presidente mais que ACM", disse o escritor Fernando Morais, que prepara uma biografia de ACM.

O senador diz que não pretende ser candidato a presidente da República em 2002 - o que classifica como "um sonho impossível" -, e declara apoio ao governador do Ceará, o tucano Tasso Jereissati. Ele o classifica como "o candidato com mais chance de confrontar a esquerda e vencer".

Mas isso, diz o jornal, não significa que ACM estará fora do jogo em 2002. "É mais provável, predizem analistas políticos, que Magalhães estará jogando seu costumeiro papel de negociador de poder durante os próximos dois anos." O senador diz que poderá se candidatar ao governo baiano.

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